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Leonardo Jardim chega ao Flamengo e fala sobre adaptação

Técnico português aposta em adaptação gradual sem mudanças radicais na equipe rubro-negra

Leonardo Jardim foi apresentado no Flamengo nesta quinta-feira frisando que gosta de ter sua “identidade” nas equipes pelas quais é contratado. Ao mesmo tempo, o treinador português admitiu que não radicalizará nesta chegada ao Rio, mantendo o DNA do antecessor Filipe Luis.

O técnico assinou contrato até dezembro de 2027 e admitiu que sempre procura agira de sua maneira. “Deixei alguns trabalhos por decisão pessoal. Tem de ser da forma que acredito e ter minha identidade”, frisou, antes de amenizar o tom.

“Conheço o Flamengo, e conheço bem. Ano passado jogamos o mesmo campeonato, sei as qualidades, as virtudes… Com certeza que o treinador não vai trocar o DNA da equipe, vai tentar colocar o seu em algumas situações, mas claro, vamos aproveitar o trabalho (do Filipe Luís)”, afirmou.

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Acostumado a ser rígido e exigir o máximo dos jogadores, Leonardo Jardim não deixará que atletas se acomodem no elenco. Esta teria sido uma das justificativas para abrir mão de Dudu no Cruzeiro, por exemplo.

O Flamengo com sua ‘cara’ entretanto, vai surgir sem pressa. “Minha forma de viver o futebol e trabalhar é dando importância ao tipo de elenco que tenho. Quero colocar um cunho pessoal, mas o plantel está formado com essas características. Não vamos alterar radicalmente as situações. Vamos tentar, aos poucos, colocar minhas ideias, inserir meu estilo sem descaracterizar o que sempre foi a força do Flamengo”, explicou.

Na visão de Leonardo Jardim, o Flamengo vai se destacar pelo repertório. “Há momentos que temos de jogar em transição, em outros tendo a posse. Temos de jogar mais baixo, em outros momentos marcar mais alto. As melhores equipes do mundo têm que ter variabilidade. Se formos só de posse e o adversário nos pressionar, vamos ter dificuldade.”

O treinador ainda precisou explicar a fala de que no Brasil só dirigiria o Cruzeiro, realizada há sete meses, quando ainda trabalhava no clube de Belo Horizonte. “Foram palavras sentidas, eu me sentia muito bem em Belo Horizonte. Fui emotivo, porque acreditava em um projeto a longo prazo”, justificou. “Fui ingênuo também, mas agora sou treinador do Flamengo e o capítulo Cruzeiro passou.”

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Com informações da Estadão Conteúdo – Esportes

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