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terça-feira, 2 março, 2021

Os caminhões que virão ao Brasil em 2021

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Focado em profissionais do setor de transporte e logística, vem traindo cada vez mais empresas do agronegócio e tecnologia

Por Andrea Ramos (AE)

Em 2020, o Brasil foi palco de importantes lançamentos de caminhões. Os novos DAF XF e Mercedes-Benz Actros, além do Volkswagen Meteor e da linha de elétricos da JAC, são alguns exemplos. E, como a promessa é de um 2021 ainda melhor, a indústria prepara uma série de novidades

Boa parte das estreias deverá ser mostrada aos brasileiros durante a 23ª edição do Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga (Fenatran). Considerado como o maior evento do setor na América Latina, a feira está marcada para ocorrer de 18 a 22 de outubro no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista.

O evento não é aberto ao público. Focado em profissionais do setor de transporte e logística, vem traindo cada vez mais empresas do agronegócio e tecnologia.

Assim como nas edições anteriores, a 23ª Fenatran não terá apenas caminhões. As novidades incluem soluções tecnológicas, sobretudo voltadas à redução de emissões.

Entre os destaques, haverá caminhões elétricos e com motores a gás. Além disso, algumas das estreias marcarão a entrada de fabricantes em segmentos em que não atuavam no Brasil.

DAF

A marca holandesa confirmou que trará o CF. O caminhão terá o mesmo motor a diesel e as tecnologias da linha que roda na Europa e, portanto, as normas de emissões do Euro 6.

Os primeiros a vir serão cavalos mecânicos. A DAF quer entrar em segmentos competitivos em que não atua no Brasil. Cana-de-açúcar e mineração estão entre os alvos da marca. Portanto, a linha deve ganhar uma versão rígida vocacional.

FOTON

Em dezembro, a Foton lançou dois caminhões no País. Os modelos da família Citytruck 6.5-15, de 6,5 t, e 11-16, de 11 t de Peso Bruto Total (PBT). Além disso, anunciou que trará o 9-16 de 9 t em 2021 e iniciou os testes no Brasil do TM 2.8.

Trata-se de um semileve movido a gás. A iniciativa é em parceria com a Coopercarga e o Carrefour. O VUC tem motor 1.5 de quatro cilindros a gasolina que também pode usar GNV.

O sistema, que pesa cerca de 170 kg, inclui dois cilindros com capacidade para 30 m³ de gás. A autonomia é de até 280 km.

IVECO

A italiana ampliou a linha Tector. A família tem modelos para atuar nos segmentos de leves a pesados. No entanto, a marca não oferece versões vocacionais. Uma das novidades para 2021 deverá ser um modelo para cana-de-açúcar.

MERCEDES-BENZ

Desde 2019, a marca vem testando no País o Axor 2544 na versão 8×2. Ainda não está claro se o segundo eixo direcional virá de fábrica ou se será oferecido como um kit.

Outra aposta é a versão SLT do novo Actros. O modelo mais pesado e robusto da marca tem capacidade máxima de tração (CMT) de 500 t. Com tração 8×4, é direcionado ao transporte de cargas indivisíveis.

VOLVO

Praticamente todas as marcas de caminhões presentes no Brasil renovaram suas principais linhas de pesados em 2020. Da Volvo, está praticamente certa a vinda da nova geração da linha F neste ano. LaNçada na Europa em fevereiro de 2020, a família é formada pelos modelos FH, FM e FMX. No Brasil, a linha deve ser apresentada durante a Fenatran.

ÔNIBUS

O setor de ônibus amargou resultados negativos em 2020. Com vendas de 18.219 unidades, a queda foi de 33% ante os 27.193 emplacamentos registrados em 2019, de acordo com a Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias de veículos do Brasil. O resultado só não foi pior por causa das encomendas do Programa Caminhos da Escola e de empresas de fretamento.

Segundo profissionais do setor ouvidos pelo Estradão, 2021 deverá ser um pouco melhor. E, assim como em 2020, as maiores vendas serão demandadas pelos mesmos segmentos.

Uma nova licitação do programa do Ministério da Educação sairá ainda em janeiro e contempla 7 mil ônibus. A informação é do vice-presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Marcos Saltini.

“Com isso, podemos arriscar prever que o cenário será um pouco mais positivo”, diz o executivo. Segundo ele, o programa, que visa oferecer transporte de qualidade sobretudo a alunos de áreas rurais e do interior do País, é um sucesso. Lançado em 2007, o Caminhos da Escola já garantiu a venda de cerca de 40 mil ônibus pela indústria.

“Em 2021, as prefeituras vão precisar renovar a frota. Ainda que não haja aulas presenciais nos primeiros meses”, diz Saltini. Ele também está otimista com relação à demanda do setor de fretamento. Isso porque com as medidas de distanciamento social, cada veículo passou a levar apenas metade dos passageiros que comporta.

Esse cenário deverá continuar no primeiro semestre. “Ao menos até que haja vacinação em massa”, afirma Saltini.

SETOR DEVE CRESCER 10%

Diretor de Vendas e Marketing de ônibus da Mercedes-Benz, Walter Barbosa projeta crescimento de 10% para o setor em 2021. E também acredita que os dois segmentos vão se destacar.

“O fretamento absorvia 800 unidades por ano e em 2020 o volume saltou para 1.400”, diz Barbosa. Ele acredita que o cenário se manterá no primeiro semestre. E que haverá aumento da demanda em setores como o agronegócio e a mineração.

Diretor do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Ruben Bisi aposta na retomada da atividade econômica. Segundo ele, isso ocorrerá após o inicio da vacinação em massa.

Bisi também aposta nos negócios gerados pelo setor de fretamento e defende o Programa Caminhos da Escola como importante canal de vendas. “O mercado interno de ônibus poderá crescer em torno de 10% em 2021”, afirma. “O setor de turismo deve ser reativado quando a vacina chegar, aumentando a demanda por ônibus.”

De acordo com ele, a expectativa é de que o Chile volte a comprar. E que a situação econômica da Argentina melhore. “Estamos prevendo um crescimento maior até na exportação.” Segundo Bisi, a alta deverá ficar em torno de 15%.

A falta de matéria-prima e insumos é um dos entraves ao crescimento das vendas. A situação, que se agravou no fim do ano passado e comprometeu a produção, deve continuar nos primeiros meses de 2021.

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