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ONG judia ADL compara ataques do Hamas ao Holocausto

A associação classificou o grupo Hamas como “uma horrível organização terrorista cujo único objetivo é assassinar judeus e pôr fim ao Estado judeu”

O ataque de Hamas a Israel, considerada a invasão mais abrangente do território israelense em décadas, evoca a perseguição passada a judeus e pode ser comparado ao Holocausto da Alemanha, declarou a vice-presidente sênior da Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês), organização global que luta contra o antissemitismo.

Marina Rosenberg disse à Fox News Digital que o ataque de Hamas marca o maior assassinato de judeus desde o Holocausto. Até esta terça-feira, 10, as mortes em Israel passam de 900, e a contraofensiva matou cerca de 680 palestinos.

“Então, aqui vemos uma ligação histórica, como as coisas não mudaram muito desde os pogroms na Europa de Leste até ao Holocausto e organizações terroristas como o Hamas, o Hezbollah, a Jihad Islâmica Palestiniana e outras, que o seu único propósito é assassinar judeus”, Rosenberg disse à Fox.

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Rosenberg também citou manifestações pró-Palestina que ocorreram em todo o mundo, que supostamente “celebraram” o massacre, segundo ela. Em Nova York, durante uma manifestação, um militante gritava “temos que matar todos eles”, conforme relatou o New York Post. O embaixador de Israel na Colômbia, Gali Dagan, denunciou no domingo, 8, que manifestantes deixaram grafites com suásticas na sede da embaixada israelense em Bogotá

“Não se trata de quem é pró-israelense ou pró-palestiniano. Trata-se de quem tem moral para denunciar isso completamente. Uma horrível organização terrorista cujo único objetivo é assassinar judeus e pôr fim ao Estado judeu. E esses que estão a celebrar nas ruas dos EUA, na Europa e no Médio Oriente o massacre de civis inocentes nos últimos dias, portanto, da nossa perspectiva, isto é um claro antissemitismo”, acrescentou.

O ataque coordenado de Hamas ocorre depois de meses de agravamento das tensões devido à violência na Mesquita de al-Aqsa – um local sagrado muçulmano no coração de Jerusalém, localizado no mesmo local do Monte do Templo, reverenciado pelos judeus. A presença de supremacistas judeus no governo de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também inflamou ainda mais as tensões com os palestinos. Com informações de Agência Estado

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