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Nova variante indiana pode agravar 3ª onda, alertam especialistas

Com mais de 450 mil mortes confirmadas por covid-19, o Brasil corre o risco de enfrentar uma terceira onda da pandemia, em razão da nova variante B.1.617.2. Essa nova cepa tem origem na Índia, país com maior predominância desse tipo viral.

Por Munik Vieira

O Governo do Espírito Santo já confirmou que está monitorando um caso suspeito desta nova variante indiana no Estado. À princípio, os exames deram negativo, mas o paciente continua sendo monitorado. O caso suspeito é de um homem que viajou no voo oriundo da Índia, que transportou um passageiro que testou positivo para nova variante.

A mutação, adicionada à lenta imunização no Brasil, pode levar o país a mais um período crítico de enfrentamento à doença, com possível impacto no sistema de saúde e aumento no número de mortes e casos.

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A gravidade dessa nova variante requer ainda mais cuidados da população com as medidas de combate à transmissão, reforçando o distanciamento social, como alertam especialistas.

Segundo a pneumologista Cilea Martins, ainda não há informações conclusivas sobre as características da nova variante, mas, a tendência é que seja muito agressiva e possa atingir o público jovem que ainda não foi vacinado, ou àqueles que não respeitam o isolamento social. “O grande problema é que essas variantes vêm muito mais agressivas. A tendência é que elas atinjam mais o público jovem, que é mais produtivo, ou àquelas pessoas que ainda não foram vacinadas e as que não estão evitando as aglomerações. Essas pessoas que continuam aglomerando são os alvos dessas variantes e aumentam as chances de ocorrer uma terceira onda”, destaca Cilea.

O infectologista Carlos Urbano também afirma que a nova variante indiana possa contribuir para uma possível terceira onda. Para ele, os governos Federal e Estadual devem continuar reforçando medidas para manter o isolamento social, porém, acredita que a disseminação no país e no Estado é quase inevitável. “Os governos precisam reforçar os cuidados para tentar bloquear essa nova cepa, no entanto, acredito que essas medidas têm tendência a retardar a chegada do vírus, mas não impedir que entre no Estado”, afirma Urbano.

Além do Espírito Santo, também há suspeitas de infecção pela nova cepa no Distrito Federal, Ceará, Pará e no Rio de Janeiro – além de São Paulo e Maranhão, onde já há casos confirmados de infecção pela mutação.

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