- Continua após a publicidade -

Nova presidente do STM defende distância entre política e Forças Armadas

Proposta obriga integrantes das Forças Armadas a passarem para a reserva caso queiram tentar cargos eletivos

A ministra Maria Elizabeth Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), defende a separação entre as Forças Armadas e a política e considera que o poder civil deve nortear o poder militar. Ela assume a presidência do STM no dia 12 de março.

“Eu sempre me posicionei no sentido de que o poder civil e o poder militar são distintos, e o poder civil tem que nortear o poder militar”, disse a ministra à CNN Brasil no sábado, 1.º.

A nova presidente da Corte é favorável à aprovação, no Congresso Nacional, da proposta que obriga integrantes das Forças Armadas a passarem para a reserva caso queiram tentar cargos eletivos. “O militar da ativa não pode se mesclar em assuntos políticos. Quando a política entra dentro dos quartéis, a hierarquia e a disciplina saem”, justificou.

- Continua após a publicidade -

Esta é a primeira vez que o Superior Tribunal Militar escolhe uma mulher para a presidência a Corte. Maria Elizabeth comandará o Tribunal entre 2025 e 2027.

Em 2007, ela foi nomeada para o STM pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), então no segundo mandato dele à frente da Presidência. A ministra já presidiu a Corte interinamente entre 2014 e 2015, a única mulher a ocupar a função desde que o Tribunal foi criado, em 1808.

Durante o mandato dela, devem ser julgadas as ações que podem levar à cassação de patentes dos oficiais envolvidos no plano de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, alvos de inquérito.

Os processos tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a Justiça Militar tem atribuição de julgar violações ao Código Penal Militar e eventual conduta que caracterize a indignidade do oficialato.

- Continua após a publicidade -

Em abril, o Tribunal terá uma vaga aberta. O atual vice-presidente, ministro José Coêlho Ferreira, completará 75 anos e se aposentará. Na entrevista, a ministra fez um apelo para que Lula indique novamente uma mulher.

“Estou aqui clamando ao presidente, para que eu tenha uma companheira que possa, junto comigo, defender as questões de gênero. Muitas vezes, por eu ser a única na Corte, minha voz é pouco ouvida. Mas não me rendo à homogeneidade”, disse. (Agência Brasil)

Conteúdo em Alta

“Cada processo possui um rosto”, diz novo desembargador
Câmara aprova PEC do fim da 6×1 e...
Israel preparado para golpes devastadores ao Irã
Luis Felipe Salomão é eleito novo presidente do...
Presidente do TRE-ES participa de encontro nacional do...
Banestes terá novo presidente a partir deste ano;...
O RH como “arquiteto da integração” em processos...
Festival Sabores de Boteco agita Guriri com Casaca,...
Vitória recebe 1º encontro nacional de reciclagem
Escala 6×1: oposição reage à PEC; confira

Leia Mais

Justiça no ES: ação foca em demandas do...
BTG/Nexus: no 2º turno, Lula tem 47% e...
Indonésia mobiliza 8 mil soldados para Gaza; entenda
Primeira Turma do STF tem maioria para confirmar...
Diploma Geovani: veja honraria criada após morte do...
Os vetos que reafirmam o compromisso com o...
PMEs puxam a saúde suplementar e redesenham o...
Após 217 anos, primeira mulher toma posse na...
TJES e ArcelorMittal firmam parceria social
Genial/Quaest: Lula fica à frente de Flávio no...

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -