Foi concluída a etapa de interligação de dutos flexíveis e umbilical do primeiro poço que irá operar no FPSO Maria Quitéria
Por Kikina Sessa
Mais uma fase de instalação do navio-plataforma Maria Quitéria, destinado ao campo de Jubarte, no complexo do Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos, foi concluída neste mês de setembro. De acordo com a Petrobras, a etapa de interligação de dutos flexíveis e umbilical do primeiro poço que irá operar no Maria Quitéria está finalizada.
Conforme a petrolífera, o Maria Quitéria está programado para entrar em operação até o final de 2024, adiantando assim o cronograma presente no Planejamento Estratégico 24-28, que previa a entrada em operação em 2025. A unidade terá capacidade de produzir até 100 mil barris por dia de petróleo, além de processar até 5 milhões de metros cúbicos de gás/dia e injetar por volta de 330 mil barris por dia de água, interligada a oito poços produtores e oito injetores.
Com 156 metros de altura até o flare – o equivalente à altura do Convento da Penha em Vitória – e 333 metros de comprimento, a plataforma foi instalada em lâmina d´água de 1.385 metros – comparável a duas vezes a altura do Moxuara. Além disso, terá capacidade de geração de 100 MW de energia, suficiente para abastecer uma cidade de 230 mil habitantes.
O navio-plataforma Maria Quitéria é uma unidade do tipo FPSO (sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo), equipada com tecnologias para redução de emissões, incluindo o ciclo combinado na geração de energia – que permite maior eficiência operacional combinada à redução em cerca de 24% de emissões operacionais de gases de efeito estufa.
Impulso ao futuro de baixo carbono
O FPSO Maria Quitéria comprova o DNA inovador Petrobras no Espírito Santo, onde a companhia instalou seu primeiro Centro de Operações Integradas de E&P e são implantados pilotos como uso de realidade mista para suporte à operação (Ativo 360º) e o primeiro laboratório de impressão 3D para suporte à operação na companhia.
“De olho no futuro, o projeto do FPSO Maria Quitéria marca a entrada em operação de uma tecnologia que será um divisor de águas na estratégia de descarbonização da companhia, a utilização do gás natural na geração elétrica interna em ciclo combinado, com potencial de reduzir até 24% das emissões”, afirmou a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos.

