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Dólar cai após defesa de cortes de juros dentro do Fed

Dólar opera em queda após declarações do Federal Reserve e pressões sobre as margens de lucro com tarifas

O dólar operou em queda nesta sexta-feira, sem sustentar os ganhos da véspera, repercutindo declarações de um diretor do Federal Reserve em defesa de um corte das taxas de juros. A fraqueza da moeda se manteve mesmo após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que não deixará ninguém brincar com o dólar, ao mesmo tempo em que manteve as sinalizações de que divulgará novas “cartas tarifárias”, o que tem pesado sobre a divisa dos EUA.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em baixa de 0,26%, a 98,482 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), a divisa americana subia a 148,79 ienes, enquanto o euro se apreciava a US$ 1,1622 e a libra cedia a US$ 1,3414.

O diretor do Fed, Christopher Waller, disse querer “garantir” que não haverá pouso forçado da economia dos EUA, em entrevista para a Bloomberg TV . Na visão dele, este é um dos motivos que justifica um “corte de segurança” nas taxas de juros para apoiar a atividade doméstica.

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O enfraquecimento do dólar tem ajudado a dar impulso sólido aos lucros das empresas americanas do início do segundo trimestre, mas pode estar mascarando a fraqueza da demanda doméstica e potenciais pressões sobre as margens de lucro com tarifas. Dados da Apollo Global sugerem que as empresas dentro do índice S&P 500 geram cerca de 41% de sua receita total fora dos EUA, e um dólar mais fraco aumenta o valor desses ganhos externos quando se trata de relatórios financeiros apresentados na moeda americana. A Netflix esteve entre as empresas que citaram o impulso do câmbio.

O dólar voltou a subir frente ao peso argentino, sem que o leilão extraordinário do Tesouro, que convalidou taxas muito mais altas do que as previsões, conseguisse inibir a demanda pela moeda americana. Às 16h50 (horário de Brasília), o dólar se valorizava a 1.285,74 pesos no mercado oficial e subia a 15 pesos a 1.305 no paralelo, conhecido como blue, segundo o Âmbito Financiero.

(Com informações da Agência Estadão, Por Patricia Lara).

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