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Juros futuros oscilam após dados da Pnad e fala de Haddad

Investidores aguardam Copom e Fed, enquanto dados de emprego e fala de Haddad influenciam precificação.

As taxas de juros negociadas no mercado futuro registram oscilações contidas na manhã desta terça-feira, mostrando pouca disposição do investidor para mudar suas posições nesta véspera de decisão de política monetária dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) iniciaram o dia em leve alta, repercutindo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrando que a taxa de desemprego no País está em seu menor patamar desde o início da série histórica (2012). No entanto, passaram a cair com as perdas do dólar e a alta da Bolsa.

O discurso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, gerou alguma volatilidade, segundo informaram profissionais do mercado. Entre outras afirmações, Haddad garantiu o cumprimento das metas fiscais para 2025 e 2026.

Uma segunda leitura dos dados da Pnad Contínua também teria favorecido a perda de tração das taxas. “A despeito do recuo da taxa de desemprego efetiva em julho recuar de 5,8% para 5,6% no trimestre móvel até julho, já havíamos estimado Nairu (taxa de inflação não acelerada do desemprego) de 5,62%. Ou seja, o desemprego está acima do seu potencial (de sua taxa natural). Em suma, o mercado de trabalho já estaria contribuindo para desinflacionar a economia pelos últimos dois resultados mensais divulgados pelo IBGE”, diz Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos.

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As taxas dos contratos de DI mostram que o mercado não alterou a precificação para o início dos cortes da taxa Selic não se alterou em relação a ontem.

De acordo com cálculos do economista-chefe do Banco Bmg, Flávio Serrano, a curva mostra 70% das apostas para um corte da Selic em janeiro, contra 25% de projeções de queda em dezembro deste ano.

A Selic projetada para o final de 2026 estava em 12,70% por volta das 11h30. Nesse horário, a taxa do DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 14,010%, ante 13,98% do ajuste de ontem. E a taxa para 2030 era de 13,24%, contra 13,24% de segunda-feira.

(Com informações da Agência Estadão, Por Paula Dias).

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