A proposta para o IR beneficia quem está na faixa intermediária, reduzindo o imposto conforme a renda cresce
Por Amanda Amaral
Com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil ficam totalmente isentos do tributo a partir desta quinta-feira (1º). Mas além disso, foi criada uma faixa intermediária de alívio tributário.
Trabalhadores que ganham entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês passam a ter desconto parcial no imposto, de forma gradual. Na prática, quem ganha R$ 5.500, por exemplo, terá redução de cerca de 75% no imposto mensal, enquanto salários em torno de R$ 6.500 podem gerar economia anual próxima de R$ 1.470 por ano.
Outro exemplo, quem recebe salário de R$ 7.000 pode ter uma economia em torno de R$ 600 por ano. Vale destacar que o valor exato do desconto depende do cálculo individual e de outras rendas e deduções. Acima do salário de R$ 7.350, ainda vale a tabela progressiva atual, com alíquotas de até 27,5%.
O novo modelo já impacta o desconto em folha a partir do salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro. Segundo dados da Receita Federal, 777.385 declarações originais foram apresentadas no ano de 2025, durante o prazo de entrega, por contribuintes do Espírito Santo.
O economista Ricardo Paixão, conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES) ressaltou que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda é apresentada como uma medida de correção histórica, aliviando o sistema para quem ganha menos e buscando um equilíbrio onde quem tem maior capacidade financeira contribua de forma mais justa.
“É necessário ressaltar que o Sistema Tributária é dinâmico e necessitam de ajustes periódicos e constantes. Houve um ganho real sobre o salário mínimo, um reajuste acima da inflação, o que eleva um pouquinho mais o poder de compra da população. Contudo, a maior parte da taxação é em cima do consumo. Por isso, essas correções atingem aquele cidadão que ganha pouco”, disse.

