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sábado, 20 DE julho DE 2024

Equipe do Hospital Meridional Cariacica realiza transplante pioneiro no ES

Primeiro paciente foi submetido ao transplante osteoarticular de ligamento de um cadáver 

Por Kebim Tamanini

Recentemente, os especialistas de ortopedia da equipe de joelho do Hospital Meridional Cariacica, liderados pelos médicos Julio Cesar Moulin e Brunno Giacomeli, realizaram uma cirurgia pioneira de transplante osteoarticular de ligamento de cadáver. Este procedimento, inédito na região, destaca o avanço da medicina ortopédica no estado do Espírito Santo.

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Embora muitos associam doação de órgãos apenas a órgãos vitais como coração, rim e fígado, é crucial ressaltar a importância da doação de tecidos para transplante de ossos. Este tipo de transplante desempenha um papel vital no tratamento de diversas condições, incluindo lesões de cartilagem, cirurgias de coluna, trauma com perda óssea significativa, revisões de artroplastia de quadril e joelho, sequelas de uso de próteses e tumores ósseos, entre outras.

O primeiro paciente que foi submetido ao transplante osteoarticular de ligamento de cadáver encontrou-se totalmente recuperado após a intervenção. “Nesse caso, optamos por utilizar o tecido ósseo de um cadáver, disponível em nosso banco de ossos, evitando assim a necessidade de retirar e usar enxertos do outro joelho do paciente. Esta abordagem reduziu o tempo de recuperação e o risco cirúrgico, preservando ao mesmo tempo o outro joelho do paciente”, pontuou Moulin.

O Hospital Meridional Cariacica é atualmente o único hospital habilitado no estado para realizar transplantes de ossos, ligamentos e pele. Em parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO), o Meridional utiliza o banco de ossos do INTO, que fornece material processado e pronto para o transplante, atendendo a todas as especificações da equipe cirúrgica.

O processo de transplante é cuidadosamente coordenado. “Quando identificamos um paciente que necessita de um transplante músculo esquelético, entramos em contato com o banco, que nos fornece o material congelado a -100ºC. Este material é então transportado para nós por avião, na cabine do piloto, e adaptado ao biotipo do paciente durante a cirurgia”, explicou Moulin.

É importante destacar que o transplante de tecido osteoarticular é diferente de outros transplantes de órgãos. Não há deterioração do tecido, nem rejeição pelo organismo transplantado, eliminando a necessidade de medicamentos imunossupressores a longo prazo.

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