Ibiraçu, Fundão e Sooretama passam a fazer parte do programa e comitê gestor é instituído para dar andamento às ações estruturantes
Por Kikina Sessa
Dois meses após o ParklogBR/ES ter sido instituído pelo governo do Estado, o governador Renato Casagrande apresentou nesta terça-feira (26) o comitê gestor que fará o acompanhamento das ações estruturantes do mais importante parque logístico do Espírito Santo. Na ocasião, também foi anunciada a expansão da área de abrangência do ParklogBR/ES, passando a comportar mais três municípios.
O programa tem como objetivo potencializar o desempenho logístico, econômico e social dos portos, das rodovias, ferrovias, aeródromos e áreas empresariais localizados nos municípios de Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Linhares, Serra e Sooretama. Esses oito municípios participam do comitê gestor, junto a representantes do governo do Estado e da iniciativa privada.
A região do ParklogBR/ES conta com infraestrutura diversificada, incluindo portos como Portocel, Barra do Riacho e o Porto Imetame, que está em construção e será preparado para receber navios de grande calado, com a primeira atracação prevista para 2025.
Entre os investimentos do governo do Estado em infraestrutura rodoviária, destacam-se a implantação da Rodovia ES-115, que ligará Serra a Aracruz, com previsão de inauguração do primeiro trecho entre o Polo Industrial da Serra e Nova Almeida em fevereiro de 2025, bem como a construção de dois contornos rodoviários para desviar o trânsito pesado do Centro de Aracruz e facilitar o acesso dos portos à Rodovia BR-101. Esses projetos, junto com outras melhorias, somam um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão.
Além disso, a região conta com a primeira ZPE privada do Brasil, localizada em Aracruz, e integra os benefícios fiscais da Sudene, o que fortalece sua competitividade para atrair novos investimentos e impulsionar o comércio exterior.

“O programa vai permitir que o Espírito Santo seja mais eficiente no comércio internacional. Nessa nova fase que iremos viver a partir de 2033, com o fim da vigência dos atuais incentivos fiscais, o comércio internacional se tornará cada vez mais importante. É fundamental para o Estado ter um polo logístico completo naquela região, somando ao que já temos na Grande Vitória e ao que estamos consolidando na região Sul”, explicou Casagrande.
Gargalo no modal ferroviário
Na opinião do governador, do ponto de vista logístico, a maior fragilidade do Espírito Santo é a ligação ferroviária para o interior do país. “Seguimos em contato com o governo federal para solucionarmos essa demanda. Além disso, estamos investindo R$ 4 bilhões somente esse ano. De 2019 até hoje são quase R$ 16 bilhões em investimentos. Temos capacidade de seguir com esse mesmo ritmo no próximo ano, tornando o Espírito Santo cada vez mais competitivo e eficiente”.
O vice-governador e secretário de Estado de Desenvolvimento, Ricardo Ferraço, pasta que coordena o programa, enfatizou o papel estratégico do ParklogBR/ES no desenvolvimento sustentável e na integração entre o setor público e privado, além de apresentar o programa como uma solução inovadora para os desafios logísticos nacionais.
“Estamos colocando de pé, com estratégia e de forma coletiva, uma estrutura logística diferenciada em termos de Brasil. Portos, aeroportos, ferrovia, ZPE (Zona de Processamento de Exportação), porto seco, malha rodoviária consolidada e em expansão, além de incentivos fiscais muito competitivos. Uma região que já conta com tudo isso e muito mais pode ser a solução logística para o Brasil”, destacou Ferraço.
O prefeito de Aracruz, Luiz Carlos Coutinho, município que concentra os terminais portuários do parque logístico, destacou os investimentos já realizados. “Nós investimos, no ano passado, R$ 500 milhões no nosso pacote de obras. Foram investidos mais de R$ 700 milhões no município de Aracruz. Nosso futuro é promissor, tanto para nós, e falo enquanto gestor do município, mas também para o estado e para o Brasil”, afirmou.
O ParklogBR/ES também busca consolidar a região como um eixo estratégico para as exportações do agronegócio do Centro-Oeste, aproveitando a localização privilegiada e a integração intermodal de sua infraestrutura. O programa é visto como uma oportunidade de promover o crescimento econômico e criar novas oportunidades de emprego e renda para a população capixaba.

