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Fraudes cibernéticas corporativas estão em alta no Brasil e no mundo

O total de executivos brasileiros que afirmaram ter sofrido fraude digital chega a 89% nas empresas

O Relatório Global de Fraude & Risco 2017/2018 da Kroll revela que fraudes cibernéticas continuam a atingir em larga escala empresas de todo o mundo. A pesquisa é baseada nas informações fornecidas por 540 executivos de todos os continentes.

86% dos participantes afirmam ter enfrentado uma situação desta natureza, contra 85% em 2016. Isso mostra que, apesar da maioria contar com medidas de conscientização dos usuários e diversos controles de segurança implementados, o alto índice permanece estável.

A infecção por códigos maliciosos foi o tipo de incidente mais frequente (36%). Logo após, vieram o phishing via e-mail (33%) e violação ou perda de dados de funcionários, clientes e segredos industriais (27%).

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Pela primeira vez em 10 anos, o ranking geral da Kroll para todos os tipos de fraudes apresenta o ataque, perda ou roubo de informações sigilosas como o principal problema enfrentado. A incidência chegou a 29%, no ano em que ameaças como o WannaCry bloquearam computadores em dezenas de países. Os prejuízos atingiram bilhões de dólares.

Este ano o relatório prevê que até 2020 os gastos com segurança cibernética devem ultrapassar US$ 170 bilhões, mais que o dobro investido em 2017. A Kroll é líder mundial em gestão de riscos e investigações corporativas.

Cenário brasileiro

No Brasil, 89% dos executivos afirmaram já ter sofrido uma fraude cibernética em suas companhias. Porém, diferente da tendência global, o índice não permaneceu estável: em 2016, era de apenas 76%.

Quase metade dos casos foram contaminações por códigos maliciosos (45%) e outros 37%, phishing por e-mail. Os alvos das ameaças se concentraram em informações dos clientes (47%) e segredos industriais ou de pesquisas (44%). Neste caso, os agentes foram em sua maioria ex-funcionários (32%) e concorrentes (21%).

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80% dos entrevistados acredita que as fraudes impactaram negativamente a privacidade, segurança e satisfação dos consumidores (80%), além do moral dos funcionários (76%).

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