Rio: Forças Armadas deixam a Rocinha depois de uma semana

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Ministro da Defesa garante que a situação está estabilizada, mas confronto na noite de quinta (28) deixa um morto.

As Forças Armadas deixaram a comunidade da Rocinha nesta sexta-feira (29). Os militares saem após uma semana na comunidade, em meio a uma guerra entre facções rivais. O primeiro comboio saiu do local por volta das 4 horas. No total, cerca de mil homens foram retirados do local. O último grupo de militares do Exército deixou a Rocinha às 7h30.

O ministro da Defesa Raul Jungman garantiu à imprensa que a situação no local está estabilizada com o fim de confrontos violentos entre os traficantes. Apesar disso, um confronto entre criminosos e policiais deixou um suspeito morto na noite de quinta-feira (28). As informações são do G1 e da Agência Brasil.

Jungman disse que as tropas têm capacidade para chegar rapidamente a qualquer parte da cidade para dar apoio às forças de seguranças estaduais. O ministro afirma que não há motivo para manter o efetivo de 950 militares no local. Os traficantes da comunidade teriam se deslocado para outras regiões.

“Os bandidos que lá estavam conseguiram passar para outras comunidades próximas. Então não fazia sentido permanecer, mas sim deslocar o efetivo para outras comunidades”, disse.

Se houver necessidade do retorno à Rocinha, caso a situação volte a se agravar, há um entendimento com o governo estadual. “Isso será uma coisa desburocratizada e muito rápida, porque estabelecemos um plantão dentro das nossas unidades militares”, informou.

Na avaliação do ministro, o trabalho feito desde a chegada das Forças Armadas apresentou resultados. “Encontramos uma Rocinha em guerra e deixamos uma Rocinha, neste momento, estabilizada. Em segundo lugar, apreendemos uma grande quantidade de fuzis, de bandidos, de carregadores, de pistolas, de granadas, de drogas e de munição”, apontou.

Jungmann destacou que as operações no Rio continuam conforme definido no decreto de Garantia da Lei e da Ordem. O documento foi assinado pelo presidente Michel Temer em julho.

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