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quinta-feira, 18 DE julho DE 2024

Exportações do agro capixaba crescem 78% nos primeiros cinco meses de 2024 e chegam a R$ 6,7 bilhões

Carne bovina, café cru em grãos e álcool etílico lideram as maiores altas no valor e no volume comercializado

Por Redação

Nos cinco primeiros meses de 2024, as divisas geradas com as exportações do agronegócio no Espírito Santo somaram mais de US$ 1,2 bilhão (ou R$ 6,7 bi), maior valor já registrado na série histórica, considerando o primeiro quadrimestre do ano. Esse resultado representa um crescimento de 78% em relação aos cinco primeiros meses de 2023 (US$ 701,3 milhões).

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O crescimento no valor de exportações do Estado é um contraste significativo em relação aos dados nacionais, nos quais o índice do Brasil foi negativo em -017%. Mais de 1,1 milhão toneladas de produtos do agro capixaba foram embarcadas para o exterior, representando um crescimento de 10% em volume.

As maiores variações positivas no valor comercializado foram para carne bovina (+565%), café cru em grãos (+210%), álcool etílico (+168%), café solúvel (+34,4%), mamão (+33,5%), chocolates e preparados com cacau (+19,3%), celulose (+23,4%), gengibre (+10%) e pimenta-do-reino (+5,6%).

Em relação ao volume comercializado, houve variações positivas carne bovina (+648%), café cru em grãos (+216%), álcool etílico (+169,5%), mamão (+35,4%), café solúvel (+31,5) e chocolates e preparados com cacau (+7%). Por outro lado, foi registrada queda na quantidade exportada de carne de frango (-35,5%), pescados (-30,1%), pimenta-do-reino (-18,4%), gengibre (-15,8%) e celulose (-4,8%).

“Os primeiros cinco meses de 2024 foram positivos para as exportações do agronegócio, que alcançou o melhor resultado da série histórica para o período, decorrente principalmente de preços internacionais favoráveis para boa parte de nossos produtos, além do elevado volume comercializado no complexo café, que está se consolidando como o principal produto da nossa pauta de comércio exterior do agro”, comemorou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Os três principais produtos da pauta das exportações do agronegócio capixaba – complexo cafeeiro, celulose e pimenta-do-reino – representaram 95,2% do valor total comercializado de janeiro a maio de 2024.

No acumulado do ano, os produtos foram enviados para 111 países. Os Estados Unidos se destacam como principal parceiro comercial, com mais de 26% do valor comercializado. Além disso, a participação relativa do agronegócio nas exportações totais do Espírito Santo no trimestre foi de 28,3%. “Esses dados mostram como estamos avançando com competitividade no cenário internacional e isso é fruto de muito trabalho e resiliência dos produtores e das agroindústrias do Espírito Santo, que conseguem atingir mercados em todos os continentes com produtos de qualidade e sustentáveis”, pontua Enio Bergoli

Café segue em primeiro lugar

Na pauta de exportação do ano passado, o complexo cafeeiro passou a ocupar o primeiro lugar, impulsionado pelo café conilon que mais que triplicou o volume de sacas exportadas no último ano. Nos primeiros cinco meses deste ano foram exportadas aproximadamente 2,9 milhões de sacas de conilon, 232,4 mil sacas de arábica e 231,9 mil sacas equivalentes de solúvel, que dá um total de 3,4 milhões de sacas de café até o momento. Um dado que chama atenção é quantidade de sacas de café solúvel, que está quase se igualando à quantidade de sacas exportadas do café arábica.

“O complexo cafeeiro continua sendo o grande destaque das exportações do agronegócio, consolidando o principal arranjo produtivo agrícola como o primeiro em geração de divisas, superando e muito as exportações de celulose. E o café conilon, presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas, foi o grande responsável por impulsionar esse resultado, visto que essa espécie representa mais de 86% do volume exportado do complexo cafeeiro do Espírito Santo. No acumulado do ano, de todo o café conilon exportado pelo Brasil, cerca de 85% teve origem capixaba”, complementa Bergoli.

Neste primeiro quadrimestre o Espírito Santo também foi o estado que mais exportou pimenta-do-reino, gengibre e mamão, com participação em relação ao total nacional de 59%, 61% e 45%, respectivamente. Além disso, superou o Estado de São Paulo na comercialização do complexo cafeeiro, envolvendo café cru em grãos, solúvel e torrado/moído, conquistando a segunda posição no ranking nacional das exportações totais de café e derivados.

Carne bovina em alta

As exportações de carne bovina cresceram 648 saindo de 1.845 toneladas de janeiro a maio de 2023 para 2.518 toneladas em janeiro a maio de 2024. Neste ano, foram geradas US$ 12,3 milhões em divisas, colocando a carne bovina na quarta colocação no ranking de produtos do agronegócio com maior receita para o acumulado do ano. A China foi o principal consumidor, com mais de 61% do volume importado, seguido pela Argélia (11%) e Hong Kong (7%).

Esse crescimento pode ser atribuído principalmente à crescente demanda internacional, especialmente como alternativa à carne de frango que ainda sofre alguns embargos devido à gripe aviária. Outro fator importante a se considerar é a confiança na qualidade sanitária, acesso facilitado aos mercados internacionais, investimentos em tecnologia e práticas de produção de alta qualidade presentes no Espírito Santo.

Açúcar de cana

A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo, por meio da Gerência de Dados e Análises (GDN/SEAG), notou inconsistência nos dados referentes aos meses de fevereiro e março de 2024, especificamente relacionada ao produto “Açúcar de cana” com código NCM 17011400.

De acordo com os registros disponíveis, constatou-se notável disparidade entre os valores e volumes de exportação do referido produto nos mencionados meses em comparação com dados históricos e informações fornecidas pelas indústrias sucroalcooleiras do Estado, afirma a Seag. Os valores registrados, sendo US$ 10,2 milhões em fevereiro e US$ 11,1 milhões em março, juntamente com os volumes de 19,8 toneladas e 21,6 toneladas, respectivamente, destoam significativamente das médias históricas de exportação do produto pelo Estado, principalmente considerando que esses dados são referentes apenas ao primeiro trimestre de 2024. A Seag informa que está em contato com as entidades responsáveis para sanar a inconsistência.

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