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ES: ex-secretário da Fazenda é réu em ação contra fraude de vinhos

Os acusados vão responder como réus em uma ação penal após Justiça acatar denúncia do Ministério Público sobre a fraude

Por Amanda Amaral

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) contra 19 agentes públicos, empresários e contadores pela prática dos crimes de organização criminosa e falsidade ideológica em razão de fraude investigada pela Operação Decanter. O ex-secretário da Fazenda do ES, Rogelio Pagoretti Caetano Amorim, é um dos réus.

As penas dos crimes imputados aos denunciados, somadas, podem chegar a 65 anos de reclusão. Nos últimos quatro anos, o prejuízo ao Estado foi de R$ 300 milhões, segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz).

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Os réus organizaram um complexo esquema de sonegação fiscal, segundo a denúncia do MPES, voltado à supressão do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) por Substituição Tributária (ST) no comércio de vinhos e outras bebidas quentes.

Alguns dos empresários foram denunciados, também, pelo crime de corrupção ativa, enquanto o ex-agente público foi denunciado pelo crime de corrupção passiva. Contudo, o pedido de afastamento do réu do cargo público por meio de medida cautelar foi indeferido pelo Poder Judiciário.

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Assim como os pedidos de suspensão das atividades econômicas de diversas empresas supostamente envolvidas no esquema de sonegação fiscal. Foi deferido parcialmente, o pedido ministerial de suspensão do exercício da atividade contábil dos requeridos exclusivamente em relação às empresas investigadas nos autos.

O MPES destaca que vai contestar os pedidos negados pela Justiça. A Operação Decanter tem por objetivo desarticular uma complexa organização criminosa composta por empresários, contadores, “laranjas” e agentes públicos, com atuação voltada à prática de fraudes fiscais no comércio de vinhos, em todo o Estado do Espírito Santo.

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