Deputado federal Evair de Melo apresentou requerimento de convocação de ministro da Economia para explicar prejuízo de 2,73 bilhões de reais
Por Robson Maia
O deputado federal capixaba Evair Vieira de Melo, do PP (ES) protocolou nesta segunda-feira (23), na Câmara, um requerimento de convocação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que preste esclarecimentos sobre o prejuízo de 2,73 bilhões de reais registrado pelas empresas estatais federais entre janeiro e abril deste ano. O dado foi divulgado pelo Banco Central (BC).
O parlamentar quer que o ministro preste esclarecimentos também sobre “a deterioração das contas públicas e as ações – ou omissões – da política econômica frente à escalada dos déficits, à fragilidade fiscal e ao risco iminente de colapso das despesas discricionárias do Orçamento da União”.

– Imagem: Câmara dos Deputados
Na justificativa do requerimento, o parlamentar capixaba acusa o governo federal de ter uma política econômica “leniente, permissiva, que fecha os olhos à má gestão, ao aparelhamento político e ao uso das estatais como instrumento de sustentação ideológica do governo – em flagrante afronta à responsabilidade fiscal, à boa governança e aos interesses do povo brasileiro”.
Segundo o congressista, que é vice-líder da oposição na Câmara, o governo “tenta vender à sociedade a falsa narrativa” de que os déficits das estatais federais seriam decorrentes de investimentos estratégicos, mas “os fatos revelam realidade muito distinta: falta de transparência, loteamento de cargos, desperdício generalizado e uma perigosa dependência de dividendos das estatais superavitárias para maquiar o desequilíbrio fiscal da União”.
Ainda de acordo com Evair, “o país se aproxima de ponto crítico“. “O próprio Ministério do Planejamento já admite que as despesas discricionárias – aquelas que garantem o funcionamento básico da máquina pública – estarão completamente esgotadas até 2027, o que, na prática, significa a paralisação do Estado brasileiro”, acrescenta.
O requerimento de convocação ainda precisa ser votado pelo plenário da Câmara. Não há data prevista para que isso aconteça. Se a convocação for aprovada, o ministro é obrigado a comparecer para prestar os esclarecimentos.

