Com tecnologia e integração, o Espírito Santo redefine sua política de segurança e colhe resultados expressivos
Por Denise Miranda
O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, comemorou neste sábado (10) um avanço histórico na segurança pública do Estado: 500 prisões realizadas com o apoio da tecnologia de reconhecimento facial. O marco consolida o Espírito Santo como referência nacional no uso de inteligência artificial e integração policial para combater o crime.
“Esse é um recado claro aos criminosos: no Espírito Santo não há espaço para a impunidade. Vamos seguir evoluindo com investimentos, integração e inteligência para avançarmos ainda mais. Nossas forças de segurança estão valorizadas, empenhadas e equipadas”, afirmou Ferraço. Segundo ele, o governo trabalha para tornar o Espírito Santo um dos estados mais seguros do Brasil, com resultados sustentáveis e redução contínua dos índices de violência.
Ferraço, que também coordena o Programa Estado Presente em Defesa da Vida, considera que o reconhecimento facial simboliza uma nova era na segurança pública capixaba, marcada pelo uso de tecnologia de ponta e pela integração entre as forças policiais.
Tecnologia a serviço da segurança
A marca das 500 prisões foi atingida graças ao sistema de câmeras inteligentes instaladas em vias públicas e em ônibus do sistema Transcol, capazes de identificar foragidos da Justiça em tempo real. As imagens são monitoradas pelo Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), que repassa as informações às equipes em campo e agiliza as ações operacionais.
O governador Renato Casagrande, que participa da COP, também celebrou o avanço e ressaltou a importância do uso responsável da tecnologia. “Chegamos a essa marca expressiva com planejamento, investimento e integração. É a prova de que o Espírito Santo tem uma gestão comprometida com resultados e com a segurança de sua população”, destacou Casagrande.
Entre os criminosos capturados estão acusados de tráfico de drogas (104 casos), roubo (88), homicídio (66), furto (24) e estupro (21). O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, destacou que a tecnologia tem papel decisivo na redução da impunidade e na proteção das equipes durante as abordagens.
“A câmera não prende ninguém, mas ela nos ajuda muito ao identificar e reconhecer um foragido. Criamos um protocolo rigoroso de abordagem: a pessoa só é conduzida após a confirmação total da identidade. Assim, evitamos injustiças e elevamos o padrão da segurança pública no Espírito Santo”, explicou Damasceno.
Integração e resultados concretos
Atualmente, mais de 700 câmeras estão em operação em todo o Estado, conectadas a uma base de dados atualizada e integrada entre as forças policiais. O sistema tem se mostrado fundamental para localizar criminosos de alta periculosidade e reduzir o tempo de resposta das operações.
Os resultados já são percebidos nas ruas. O Espírito Santo apresenta queda consistente nos índices de homicídios e crimes violentos, resultado direto da atuação integrada e do fortalecimento do efetivo. “Temos a maior recomposição da história da Polícia Militar e um novo concurso em andamento para mais de mil vagas na Polícia Civil. Estamos ampliando nossa capacidade de proteger o cidadão”, destacou Ferraço.
O uso do reconhecimento facial no Espírito Santo é mais do que uma inovação tecnológica: é a prova de que eficiência, responsabilidade e justiça podem caminhar juntas. Foragidos que antes se escondiam da Justiça agora estão atrás das grades, e o recado é claro — o crime perdeu espaço no Estado Presente.

