Escolas de samba do Rio estudam cancelar ensaios técnicos

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Os ensaios técnicos são realizados nos finais de semana anteriores ao Carnaval. A entrada é gratuita e para muitos foliões é a única chance de ver a sua escola preferida.

Escolas de Samba do Rio de Janeiro estudam cancelar os ensaios técnicos porque estão com menos verba.

Vinte e seis dias após anunciar que não haveria desfile das escolas de samba no próximo carnaval, em função do corte de verbas oferecidas pela prefeitura do Rio.

Os presidentes das agremiações afirmaram após reunião com o prefeito Marcelo Crivella (PRB), que o desfile será realizado com algumas mudanças para que as escolas economizem e os ensaios técnicos é que correm o risco de desaparecer.

Os ensaios técnicos são realizados nos finais de semana anteriores ao carnaval, têm entrada gratuita e para muitos foliões são a única chance de ver sua escola preferida.

GASTOS

O gasto da Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa) com os ensaios técnicos é de aproximadamente R$ 4 milhões por temporada, segundo a entidade.

Além disso, cada escola gasta de R$ 150 mil a R$ 200 mil em cada uma dessas exibições estimou o presidente da Mangueira, deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PTN).

Cada escola faz um ensaio por carnaval. Desfilam nesse período 26 escolas – 13 do Grupo Especial e 13 da Série A, correspondente à segunda divisão.

Segundo o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, os ensaios técnicos só serão realizados se a entidade conseguir patrocinadores.

ENSAIOS

Os ensaios técnicos reúnem todas as alas da escola, na ordem em que serão apresentadas no desfile oficial, mas sem fantasias nem carros alegóricos.

O objetivo inicial era permitir às escolas avaliar o andamento e o canto das alas, para corrigir eventuais defeitos antes da exibição definitiva.

Desde a década passada, os ensaios se tornaram opção de lazer bastante procurada por cariocas e turistas, que lotam o sambódromo às sextas, sábados e domingos.

Até 2012, cada escola podia fazer dois ensaios técnicos antes do carnaval. A partir de 2013 cada escola passou a fazer um único ensaio.

A última escola a se exibir é a campeã do ano anterior – em 2018 os ensaios técnicos seriam finalizados com Portela e Mocidade Independente, portanto.

DECISÕES

Além da polêmica em função do ensaio técnico, a reunião desta segunda-feira (10) definiu que cada uma das 13 escolas da elite receberá da prefeitura R$ 1 milhão, em parcelas a serem pagas de julho a novembro.

A Empresa de Turismo do Município do Rio (Riotur) tentará conseguir patrocínio particular para repassar mais R$ 500 mil a cada escola.

Ainda que esses R$ 500 mil sejam confirmados, o valor oferecido pela prefeitura às escolas para o próximo desfile vai diminuir R$ 500 mil em relação ao carnaval passado, quando foram pagos R$ 2 milhões.

Para reduzir os gastos, a Liga estuda diminuir o número de carros alegóricos por escola atualmente cada uma precisa desfilar com pelo menos cinco e no máximo seis alegorias.