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ES: especialista analisa deflação de 0,36% em agosto

Presidente do Corecon-ES, Claudeci Neto também comenta sobre os grupos que apresentaram alta da inflação em agosto

Por Amanda Amaral

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, registrou em agosto queda de 0,36%. Essa é a menor variação no mês desde 1998. No acumulado do ano, a alta foi de 4,39% e, no acumulado de 12 meses, 8,73%.

Essa é a segunda queda seguida, já que em julho o IPCA recuou 0,68%, quando registrou sua menor taxa na história. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Como aconteceu em julho, a deflação em agosto foi impactada pela tarifa de energia elétrica e o preços dos combustíveis, que tem um peso importante na composição da cesta do IPCA. A energia elétrica, em razão do ICMS, assim como os combustíveis, apresentou queda em agosto. Outro destaque foram as passagens aéreas”, comentou o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-ES), Claudeci Pereira Neto.

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Preço dos combustíveis

Como consequência da redução das alíquotas de ICMS, houve redução da energia elétrica em agosto de -1,27% e dos combustíveis de -8,67%. Segundo o IBGE, as passagens aéreas caíram 12,07%, após quatro meses consecutivos de alta devido a alta demanda no mês de férias, julho.

ES: especialista analisa deflação de 0,36% em agosto
O presidente do Corecon-ES, Claudeci Neto, comenta sobre os combustíveis. Foto: Divulgação

Em agosto, a gasolina registrou deflação de – 11,64%. No mês, o gás veicular caiu 2,12%, o óleo diesel retraiu 3,76% e o etanol ficou 8,67% mais barato. Com isso, o grupo dos transportes conseguiu registrar uma pequena queda (-3,37%).

O presidente do Corecon-ES destacou ainda que, apesar da queda no preço de alguns itens, outros registraram elevação, o que indica que a inflação ainda está influenciando negativamente o poder de compra da população. “Apesar de a gente ver essa queda, principalmente, com relação aos combustíveis, os itens que são mais sentidos pela população ainda continuam tendo elevação, pequena, mas tem. É o caso de alimentação e bebidas com alta de 0,24%, vestuários também teve aumento de 1,69%”, analisou Claudeci Neto.

Alta nos preços

Outros grupos que também tiveram alta em agosto são habitação (+0,10%) e saúde e cuidados pessoais (+1,31%). “Mesmo com a deflação no mês, a população não consegue enxergar os reflexos disso quando vai ao supermercado ou a farmácia. A gasolina tem caído, mas o diesel é um importante componente no custo do transporte e, por isso, impacta no preço das frutas e verduras, enfim de vários itens que chegam às lojas e supermercados. Talvez uma queda mais expressiva desse combustível tenha maior impacto para a população”, explicou.

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Com informações do IBGE. 

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