Hospital Dório Silva é referência no Estado, registra mais de 4 mil consultas em 2025 e reforça a importância do diagnóstico precoce durante o Fevereiro Roxo
Por Thamiris Guidoni
Conviver com o lúpus é enfrentar um desafio diário que exige informação, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Quando esses fatores caminham juntos, é possível controlar a doença e garantir mais qualidade de vida.
Em fevereiro, mês da campanha Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre doenças crônicas como o lúpus, o tema ganha ainda mais visibilidade. No Espírito Santo, o Hospital Estadual Dr. Dório Silva (HDDS) é referência no atendimento a pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
Sob gestão da Fundação iNOVA Capixaba, o HDDS desempenha papel estratégico na assistência especializada. Em 2025, a unidade registrou 4.508 agendamentos na reumatologia, com 4.112 consultas realizadas, números que evidenciam a demanda e a importância do serviço prestado à população capixaba.
Diagnóstico e acompanhamento
Na maioria dos casos, o caminho até o diagnóstico começa na Atenção Básica. Após avaliação na Unidade Básica de Saúde (UBS), o paciente é encaminhado, quando necessário, à reumatologia por meio da regulação estadual. Esse fluxo garante acesso organizado ao atendimento especializado e possibilita acompanhamento contínuo em unidades de referência, como o HDDS.
Para a coordenadora do ambulatório, Nívea Paula Soares Fernandes, a integração entre os serviços é determinante.
“A regulação permite que o paciente tenha acesso ao atendimento especializado no momento certo. No HDDS, oferecemos um acompanhamento contínuo, fundamental para o controle do lúpus e para a redução dos impactos da doença na rotina dos pacientes”, explicou.
O reumatologista João Pedro Miranda Pesca reforça a importância da informação e da atenção aos sintomas.
“O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune que acomete, principalmente, mulheres negras em idade fértil. Não se trata de uma doença hereditária, mas pessoas com familiares próximos com lúpus apresentam maior risco de desenvolvê-la. A condição pode comprometer órgãos como rins, pele, articulações e o sangue. Manchas na pele que pioram com a exposição ao sol, dores nas articulações, queda de cabelo e feridas na boca são sinais de alerta”, destacou.
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível reduzir complicações, controlar crises e preservar a autonomia dos pacientes. A conscientização, reforçada durante o Fevereiro Roxo, é ferramenta essencial para ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado.

