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Dólar aproxima-se de R$ 4,90 e fecha no menor valor em nove meses

Bolsa sobe quase 1% e atinge maior nível desde setembro

Por Wellton Máximo (Agência Brasil)

Em queda pela quinta vez seguida, o dólar aproxima-se de R$ 4,90 e está no menor valor desde o fim de junho do ano passado. A bolsa de valores também acumulou a quinta alta consecutiva e atingiu o maior nível em quase sete meses.Dólar aproxima-se de R$ 4,90 e fecha no menor valor em nove mesesDólar aproxima-se de R$ 4,90 e fecha no menor valor em nove mesesO dólar comercial encerrou na última terça-feira, 22 de março, vendido a R$ 4,91. Um recuo de R$ 0,029 (-0,59%).

A cotação chegou a operar próxima da estabilidade várias vezes ao longo da sessão, mas consolidou a tendência de queda durante a tarde, com o ingresso de recursos estrangeiros, até fechar próxima das mínimas do dia. A moeda norte-americana está no menor valor desde 24 de junho do ano passado. A divisa acumula queda de 4,66% em março e de 11,85% em 2022.

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O dia também foi marcado pela euforia no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 117.272 pontos, com alta de 0,96%. O indicador foi influenciado tanto por fatores externos como pelo mercado interno, com ações de bancos e de empresas varejistas puxando os ganhos.

Nesta terça, o mercado financeiro global teve um dia de alívio após uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmar que o país não pretende derrubar o governo do presidente ucraniano, Volodymir Zelenski. Paralelamente, a alta das commodities (bens primários com cotação internacional) está estimulando a entrada de divisas na América Latina, tradicional exportadora de produtos agrícolas e minerais.

No plano interno, os investidores repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Segundo o documento, a autoridade monetária pode aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) para além de 12,75% ao ano, caso seja necessário, mas indicou que o ciclo de alta dos juros está perto do fim. Os juros altos no Brasil e em diversos países emergentes têm estimulado o ingresso de capitais em mercados de maior risco.

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