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sexta-feira, 5 junho, 2020

A importância de preservar a maior fonte de vida do planeta

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Para comemorar a data, instituições privadas, ONG's, prefeituras, e outras, se unem para fazer ações de conscientização em tempo de pandemia.

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Inicialmente, o sistema substituirá as 35 mil luminárias em toda a cidade, com lâmpadas com tecnologia de LED, além de telegestão, instalação de tecnologia de monitoramento remoto das luminárias.

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No Dia Mundial da Água, os debates sobre a preservação desse importante recurso são ainda mais enfáticos

Uma importante fonte de vida do planeta corre o risco de acabar. E não é só no dia 22 de março que devemos levantar discussões acerca da preservação deste recurso hídrico. Cerca de 97,5% de água está concentrada nos oceanos e menos de 3% é água doce, restando uma pequena porcentagem de águas superficiais para as atividades humanas.

Por isso, a Organização das Nações Unidas (ONU), instituiu por meio da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, determinando que o dia 22 de março seria a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra.

No Dia Mundial da Água, escolas, sociedade e outras instituições promovem diversas atividades que auxiliem a conscientizar a população em geral sobre a importância da preservação da água.

O cuidado com a água, contudo, vai muito além da data, envolvendo políticas públicas e privadas e conscientização ambiental da sociedade. Segundo pesquisa publicada em 2018 na revista científica Nature Climate Change e conduzida por membros do Centro de Pesquisa Ambiental de Helmholtz (UFZ), além de cientistas dos Estados Unidos, Holanda e Reino Unido, se a Terra se aquecer em três graus celsius, os eventos extremos, como secas e inundações, poderão se tornar comuns no futuro.

Resistência à seca no Brasil

No Brasil, a preservação da água também é uma preocupação de pesquisadores e outras entidades. Algumas instituições já apresentam resultados promissores, a exemplo do Instituto Agronômico (IAC), que identificou uma série de genes que podem ser usados no desenvolvimento de plantas transgênicas com resistência à seca. Já há resultados com canas-de-açúcar.

A seca é causada pela falta de água no mundo. – Foto: Agência Brasil

Outro bom exemplo de aplicação desta tecnologia vem da Embrapa. Pesquisa realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou um gene do café que confere resistência à seca. Em uma planta modelo, os resultados foram animadores. O próximo passo é inserir e testar esse gene em plantas de interesse agronômico como soja, milho, trigo, cana-de-açúcar, arroz e algodão.

Na Embrapa Soja, em colaboração com o Japan International Research Center for Agricultural Sciences (JIRCAS), os esforços resultaram em uma soja geneticamente modificada com resistência à seca. Testes de campo apontam que a produtividade da soja transgênica aumentou cerca de 13% quando comparada a uma variedade não modificada. Apesar disso, ainda são necessários mais testes para a planta chegar ao mercado.

Despoluição de solos e águas

A biotecnologia pode ajudar na recuperação de solos e águas contaminadas por meio dos processos de fitorremediação, que usa plantas para absorver poluentes, e biorremediação, que utiliza microrganismos para transformá-los em substâncias menos tóxicas.

A tragédia em Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro de 2019 e matou 209 pessoas. – Foto: Andre Penner/AP

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) já pesquisa essa possibilidade há uma década, e o professor da instituição e membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) Marcelo Gravina afirma, inclusive, que variedades transgênicas de plantas poderiam ser desenvolvidas a fim de ajudar na retirada de rejeitos do ecossistema de Brumadinho, após a tragédia do rompimento da barragem do Córrego da Mina do Feijão, em janeiro de 2019.

Empresas atuam na preservação

Em janeiro de 2017, o Shopping Vitória instalou em sua cobertura um sistema de captação de água de chuvas. Por meio desse mecanismo, é possível armazenar, diariamente, 30 mil litros em dois tanques da Fortlev, marca capixaba especializada em reservatórios de água e com grande participação no ramo de tubos e conexões em PVC.

A água coletada passa por um filtro de partículas que retém a sujeira. Depois ela é bombeada para alimentar o reservatório do trator de irrigação de toda a área verde, localizada na parte externa do centro comercial. Com essa prática, economizam-se, por ano, 4,68 milhões de litros de água.

O Shopping adotou a iniciativa de usar a água da chuva. – Foto: Divulgação

O aproveitamento dessa água não potável, considerada imprópria para o consumo, é possível também em prédios e residências. A engenheira Thalita Legora, especialista em Sustentabilidade, idealizou um projeto no edifício Santorini, onde mora na Praia do Canto, para armazenar água de chuva e, também, de nascente, visto que o prédio está localizado em uma área de aterro.

Para o diretor Comercial e de Marketing da Fortlev, Wenzel Rego, as iniciativas comprovam que a captação e o aproveitamento da água da chuva para atividades cotidianas são muito bem-vindos. “Ainda precisamos nos conscientizar mais sobre a importância de aproveitar a água da chuva. Essa medida precisa fazer parte da cultura e das normas construtivas brasileiras. Já existem soluções inteligentes para esse armazenamento e aproveitamento”, destacou.

A Lorenge criou soluções para a redução do consumo durante a construção e na fase de operação dos empreendimentos. O reuso da água é uma constante. A construtora é líder no setor da construção civil no ES e conquistou importantes certificações como a certificação Leed Gold, em 2014, e também o selo Aqua, em 2015. Dois importantes marcos em termos de sustentabilidade e ecoeficiência em seus empreendimentos.

Estado e municípios também realizam ações

A Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) também atua na preservação, por meio do Projeto Nascentes, realizado na região de Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá. A iniciativa já recuperou mais de 74 mil m² de área degradada, resultando na revitalização de nascentes e áreas de recarga das cabeceiras dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória.

O Instituto Terra, por meio do projeto Olhos D’água, também recupera nascentes na Bacia do Rio Doce. Esse é um exemplo de como é possível disseminar a consciência ambiental para criar uma dinâmica sustentável.

A Câmara Municipal de Vitória implantou um sistema de captação de água dos drenos dos aparelhos de ar-condicionado. Em dois dias, o sistema captou cerca de 250 litros, o que equivale a aproximadamente 3 mil litros de água captados no mês. A água será usada para a limpeza da casa, gerando economia de recursos naturais e financeiros.

A captação é feita por meio de uma tubulação inserida no dreno de cada aparelho que encaminha a água para uma caixa d’água exclusiva instalada no prédio Atílio Vivácqua.

“Esta é mais uma medida que estamos tomando para tornar o edifício da Câmara de Vitória mais sustentável e inteligente, promovendo aos usuários conforto, segurança e sobretudo economia”, afirmou o presidente da Casa, vereador Vinicius Simões (PPS).

Cachoeiro de Itapemirim foi um dos primeiros municípios do Brasil a recorrer à iniciativa privada para a execução dos serviços de saneamento por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), cuja concessão é atualmente operada pela BRK Ambiental.

“Apenas 30,4% dos municípios brasileiros possuem um plano de saneamento básico elaborado. Ao mesmo tempo, a cada 100 crianças que são internadas no Brasil, 60 ficam doentes por beberem água suja, segundo a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), o que demonstra o tamanho do desafio do saneamento básico no País”, ressaltou o diretor da BRK Ambiental em Cachoeiro de Itapemirim, Bruno Ravaglia.

Desde o início da concessão, foram alcançados resultados expressivos no saneamento básico do município. As perdas físicas com vazamentos, que eram de 56% em 1997, foram reduzidas para 13,51%, o que coloca a cidade entre os melhores índices do Brasil. Hoje, o município possui uma reservação de mais de 20 milhões de litros de água tratada para consumo humano, volume considerável para evitar desabastecimentos em períodos de estiagem.

A estação de tratamento de água funciona em Cachoeiro de Itapemirim. – Foto: BRK Ambiental

Uma das formas de garantir a preservação da água é por meio da conscientização da população sobre a importância desse recurso para o desenvolvimento da vida no planeta.  A fim de promover ações transformadoras e um futuro sustentável, a BRK Ambiental desenvolve iniciativas que despertam e reforçam o senso de pertencimento ao meio ambiente.

A empresa é parceira da Floresta Nacional de Pacotuba (Flona) no Programa Sementes de Pacotuba, que criou um banco de oferta de sementes florestais de espécies nativas visando à recuperação de áreas degradadas no sul do Estado. Por meio do programa, foram identificadas e marcadas 450 árvores matrizes de diversas espécies.

Em Vila Velha, a prefeitura do município realizará nesta sexta-feira (22), o evento: “Água e Vida: Nós, a Cidade e o Meio Ambiente em Equilíbrio”. A ação, que ocorrerá na Escola de Aprendizes-Marinheiros do Espírito Santo (EAMES), na Prainha, contará com a participação de 800 alunos da Rede Municipal.

“As atividades têm por objetivo, sensibilizar, conscientizar e incentivar a mudança de valores e hábitos na escola, em casa e na comunidade, sobre a importância dos cuidados com a água, um recurso vital para todos”, comentou a coordenadora municipal de Educação Ambiental da Semed, Giselle Soncim.

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