Uma das responsáveis pelo destaque atual da seleção brasileira de ginástica rítmica, Deborah Medrado conta sobre os desafios de defender o país
Por Amanda Amaral
Aposentada da seleção brasileira de ginástica rítmica, Debora Medrado, 22 anos, moradora da Serra, recebeu um novo convite – ser embaixadora do Mundial de Ginástica Rítmica 2025, que será realizado no Brasil entre os dias 20 e 24 de agosto. A atleta é dona de muitas medalhas em jogos internacionais defendendo o Brasil, mas para isso conta que precisou “concertar” seu pé.
Deborah explicou que precisou fazer uma grande cirurgia antes de participar das Olimpíadas de Tóquio. ”O meu corpo sentia muito. O formato anatômico do meu pé não era apropriado a ginástica rítmica”, explicou. A atleta conta que quando ficava na ponta do pé, ele inflamava, o que a impedia de treinar o suficiente para os jogos olímpicos.
A ginasta começou na ginástica rítmica com 10 anos, uma idade considerada tardia, já que a maioria das meninas começa com 5 ou 6 anos. A família de Débora nunca teve condições financeiras para bancar o esporte, que é caro, e contou com muita ajuda de familiares, amigos e rifas para custear os colãs, aparelhos, viagens e treinamentos. Mas a recompensa veio.
Além de Tóquio, Deborah também participou da Olimpíadas de Paris, de quatro Mundiais, sendo finalista em três deles, e se tornou multimedalhista em Copas do Mundo, Campeonatos Pan-Americanos e Sul-Americanos. “Foi uma grande responsabilidade, mas uma grande felicidade também. O Brasil tinha conquistado a primeira medalha em 2013, depois viveu um jejum de 9 anos e a gente conquistou a segunda medalha. Dali para frente, a gente conquistou todos os anos”, relembra.
Sobre seu novo desafio como embaixadora, ela explica quais sãos seus deveres: “Participar de eventos oficiais, promover e divulgar o evento. É isso que eu venho fazendo. A cada oportunidade eu falo sobre o mundial… será uma grande oportunidade para todo mundo ver de perto como é a ginástica rítmica mundial”.

