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A indústria brasileira vem amargando perdas ano a ano

Por Vaner Corrêa

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes, afirmou, após a Ford ter comunicado a paralisação da sua produção no Brasil, que o setor não defende novos subsídios e ainda criticou a politização do anúncio do fechamento das fábricas da multinacional no Brasil.

O tema é muito complexo. Primeiramente, a carga tributária no Brasil é altíssima, e isto é indiscutível. Uma carga alta que não permite que o capital se desenvolva, ganhe sua maior potência. Ou seja, sempre teremos capacidade ociosa. Tudo para sustentar um Estado, também, inoperante.

Em segundo lugar, a produtividade do trabalhador brasileiro é muito baixa e isto afeta o preço do produto, sobretudo, o do automóvel, que tem a formação do seu custo unitário alta e complexa.

Em terceiro lugar, o Brasil, desde o governo petista, quis criar um capitalismo híbrido, em que o Estado passa a ser o principal agente econômico, em vez de ser indutor, tão somente, do setor privado. Isto explica o fato das folhas de pagamentos dos três entes federativos estarem tão inchadas. Quem tem que gerar postos de trabalho é o setor privado e não vereadores abarrotando as folhas das prefeituras de gente.

Em quarto lugar, já há uns 20 anos que o País vem se desindustrializando, sem ter um outro plano salvador. Apostaram na China e não querem saber de outro caminho, só se fala em Comodoties, coisa de país periférico. Portanto, a indústria brasileira vem amargando perdas ano a ano.

Agora, em quinto lugar, a Ford está há 100 anos no Brasil. Na crise de 2008, lá nos Estados Unidos, quase foi para o buraco. A era do carro movido a combustível fóssil está com seu tempo contado. A Ford não está sabendo enfrentar concorrência, também.

Enfim, é matéria complexa. Mas, uma coisa é certa: os burocratas brasileiros estão matando a indústria aos pouquinhos. Uma raça de idiotas.

Vaner Corrêa é economista e conselheiro do Corecon-ES

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