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quarta-feira, 17 abril, 2024

Copom reduz Selic de 2,25% para 2% ao ano, no menor patamar da história

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira, 5, por unanimidade, reduzir a Selic, a taxa básica juros, em 0,25 ponto porcentual, de 2,25% para 2% ao ano. Este é o nono corte consecutivo da taxa no atual ciclo. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

Por Leticia Vieira com informações de Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues (AE)

A redução era esperada pela maioria dos economistas do mercado financeiro. Isso porque, com a pandemia do coronavírus, a atividade econômica despencou no Brasil, assim como a inflação. A avaliação majoritária era de que o BC seria levado a reduzir novamente a Selic para estimular a economia.

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De um total de 50 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 43 esperavam por um corte de 0,25 ponto, para 2,00% ao ano. Sete casas aguardavam pela manutenção da taxa básica em 2,25% ao ano.

Celso Bissoli, presidente do Corecon-ES, concorda que boa parte do mercado já esperava essa redução, “não foi surpresa nenhuma, porque pela trajetória da nossa economia, que vem sendo marcada por uma crise, a redução de juros já era esperada. Mesmo antes dessa pandemia, a nossa economia já vinha com uma taxa de crescimento muito baixa, uma taxa de desemprego muito elevada e tudo isso se agravou com essa pandemia a partir de março. Mas uma das formas que o governo tem de tentar estimular e a reação da economia é justamente reduzindo a taxa de juros”, afirmou o presidente.

Celso ainda pontua que “não existe um risco grande, com essa taxa de juros muito baixa, um risco inflacionário, por exemplo, porque por conta da crise a gente esta com uma capacidade ociosa muito grande, ou seja, se o consumo aumentar, a capacidade de produção da economia é capaz de responder a isso sem gerar um efeito inflacionário, sem um reajuste nos preços, justamente porque ainda existe capacidade ociosa. Então a oferta consegue se expandir. Pra poder atender ao crescimento da demanda.”.

O impacto direto da  redução de juros é reaquecer a economia  principalmente através dessa variável de consumo que basicamente é a que melhor responde a essas variações da taxa de juros.

Impacto direto para o consumidor individual

Para Celso Bissoli “Essa modificação da taxa de juros que hoje esta a 2% ao ano, para os consumidores individuais, por exemplo, acaba tendo um impacto muito pequeno. Porque a gente sabe que as operações de crédito que são feitas pelas instituições financeiras, principalmente pelos bancos, não corresponde exatamente ao valor da taxa Selic. Ou seja, mesmo com uma Selic muito baixa, as operações de crédito ainda são praticadas com taxas de juros muito elevadas. O crédito ao consumidor ainda é muito caro no Brasil. Mas com essa redução da Selic é claro que essas taxas tendem a ficar um pouco menores.  Do pondo de vista do consumidor individualmente ele acaba não percebendo tanto  essa redução dos juros”, afirma.

Em função do corte da Selic de hoje, o Brasil também segue com juro real (descontada a inflação) negativo. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que, com a Selic a 2,00%, o juro real brasileiro passou a ser de -0,71% ao ano. O País possui agora o 15º juro real mais baixo do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes.

 

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