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Alemanha suspende exportação militar a Israel

Decisão marca endurecimento da posição de Berlim e apelo por ajuda humanitária e fim da anexação na Cisjordânia

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou nesta sexta-feira, 8, que a Alemanha suspenderá, “até novo aviso”, todas as exportações de equipamentos militares que possam ser usados na Faixa de Gaza. A medida marca um endurecimento da posição de Berlim diante da nova ofensiva militar israelense contra o território de Gaza.

O Gabinete de Segurança de Israel aprovou um plano para tomar a Cidade de Gaza, na Faixa de Gaza, segundo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A decisão, tomada na madrugada desta sexta-feira, 8 (pelo horário local), marca mais uma escalada da ofensiva de Israel contra o território palestino, lançada em resposta ao ataque do Hamas no dia 7 de outubro de 2023.

Em comunicado publicado no X, embora tenha reiterado que “Israel tem o direito de se defender contra o terror do Hamas”, Merz expressou ceticismo sobre os rumos da estratégia militar adotada pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “O novo impulso militar aprovado pelo gabinete de segurança de Israel torna cada vez mais incerto como esses objetivos serão alcançados”, afirmou.

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O chanceler também destacou que as prioridades da Alemanha seguem sendo a libertação dos reféns e as negociações por um cessar-fogo. Para Merz, o “desarmamento do Hamas é imperativo” e o grupo não pode ter nenhum papel em Gaza no futuro.

No comunicado, o governo alemão manifestou “profunda preocupação com o sofrimento da população civil em Gaza” e alertou que, com a ofensiva planejada por Israel, “o governo israelense assume ainda mais responsabilidade do que antes para garantir o fornecimento de suprimentos necessários aos civis”. Merz exigiu que Israel permita acesso abrangente para ajuda humanitária, inclusive para organizações da ONU e outras instituições não estatais.

Além disso, a Alemanha fez um apelo direto para que Israel “se abstenha de tomar quaisquer medidas adicionais rumo à anexação da Cisjordânia”.

(Com informações da Agência Estadão, Por Pedro Lima).

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