Redução do imposto de importação na Argentina pode deixar preços mais atrativos para turistas brasileiros
Por Kikina Sessa
Com decreto do governo de Javier Milei, a Argentina caminha para zerar o imposto de importação de eletroeletrônicos. O processo ocorre em duas fases. Após o comunicado, em maio, a taxa, que anteriormente era de 16%, foi reduzida para 8%. A segunda vai zerar a alíquota a partir de 15 de janeiro de 2026. O mesmo decreto também baixou a 9,5% a alíquota dos impostos internos sobre esses produtos, como aparelhos computadores, videogames, celulares e televisores.
O governo argentino também criou um regime que permite o envio facilitado de eletrônicos de baixo valor diretamente ao consumidor final, com menos burocracia e limites mais amplos de compra online. A medida faz parte de um pacote econômico para estimular a competitividade no país que atravessa uma recessão.
O economista Ricardo Paixão avalia que essas medidas podem transformar a Argentina em um local atrativo para compras, já que a partir de janeiro de 2026 pode haver redução de 20% a 40% nos preços dos produtos em relação ao Brasil. No entanto, ele chama a atenção para algumas situações que podem fazer o barato sair caro.
“É importante lembrar que existe uma cota estabelecida pela Receita Federal para entrada de produtos no Brasil, sendo de US$ 1.000 em aeroportos e US$ 500 por via terrestre. Se exceder a cota, os produtos podem ser retidos pela Receita. Também é preciso ter atenção na hora de fazer a conversão da moeda. O peso argentino é muito volátil e talvez no final das contas a economia não seja realmente satisfatória”, destaca o economista.

Outro detalhe citado por Paixão é em relação à garantia da assistência técnica, já que não há manutenção garantida em outro país. E, por final, pedir sempre a nota fiscal, caso seja necessário comprovar a procedência da mercadoria.

