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quinta-feira, 18 DE julho DE 2024

Dia do Cinema Brasileiro: profissionais capixabas apontam conquistas

Lúcia Caus e Fabrício Noronha refletem sobre os avanços conquistados pelos realizadores de cinema no Espírito Santo

Por Mariah Friedrich

Nesta quarta-feira, 19 de junho, comemora-se o Dia do Cinema Brasileiro, data das primeiras gravações cinematográficas realizadas no Brasil, ainda no século XIX. Desde então, a produção nacional segue em constante evolução, apresentando uma ampla variedade de gêneros, estilos e temas que refletem a diversidade cultural do país. O ES Brasil conversou com profissionais capixabas sobre as conquistas do cinema capixaba. 

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A diretora do Festival de Cinema de Vitória, Lúcia Caus, compreende a criação do curso de cinema da Universidade Federal do Espírito Santo, em 2011, como uma das grandes conquistas do cinema capixaba nos últimos anos.

“Quando você abre espaço para a formação, amplia o mercado profissional em todas as áreas. Durante os anos na universidade muitos alunos se descobrem em áreas fundamentais para a realização de um filme, como som, direção de arte, produção. A partir disso, uma nova geração do estado ganha o mercado audiovisual não só capixaba, mas também do Brasil”, destaca a responsável pelo maior evento audiovisual do Espírito Santo.

Em entrevista exclusiva gravada no estúdio do ES Brasil, o secretário de Estado de Cultura Fabrício Noronha destacou políticas de incentivo que têm garantido mais oportunidades para os realizadores de cinema no Espírito Santo, como o Funcultura e recente Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (Licc), além de editais federais como o Aldir Blanc e o Paulo Gustavo.

“Essas leis tem contribuído muito. O espírito Santo é um celeiro de grandes artistas, espaços, grupos e coletivos, tem uma produção muito pulsante e a gente já vinha realizando uma série de políticas e buscou pensar novos caminhos para complementar os editais já existentes”, avalia Fabrício Noronha.

Uma conquista neste sentido apontada pelo secretário de cultura é a criação da Licc, que permite aos agentes e grupos culturais receberem patrocínio de empresas contribuintes do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e em contrapartida, tais empresas podem abater essa colaboração do valor do imposto a ser pago.

“Isso cria uma dinâmica entre o produtor cultural e o parceiro que pode desencadear em outras parcerias”, observa Fabrício Noronha. Segundo ele, a expectativa do governo é de que o mercado audiovisual capixaba esteja mais aquecido neste ano e experimente uma expansão a partir dos recursos federais e estaduais injetados no setor. 

Outro projeto do governo estadual desenvolve ainda neste ano para viabilizar a distribuição dessa produção é um programa de apoio à manutenção e ao funcionamento de salas de cinema, com recursos da Lei Paulo Gustavo.

“Será direcionado a dez salas de cinema, tanto que existam ou em espaços culturais que queiram abrir. É uma aposta nossa diante de tanta produção que está sento feita. Precisamos de espaços para que o cinema nacional  tenha essa janela de exibição e também é importante formar público, para que possamos nos ver nas telas”, aponta o secretário de Estado de Cultura.

A diretora do Festival de Cinema de Vitória Lúcia Caus enfatizou como o evento contribui para dar visibilidade à produção audiovisual brasileira, incluindo o cinema produzido no Espírito Santo, ao longo de mais de três décadas de história.

“Realizamos diversas ações, como o Concurso de Roteiro, que produziu vários curtas-metragens na década de 1990, viabilizamos formações, debates, masterclass, entre outras atividades. Além disso, a produção capixaba é constante em nossas janelas de exibição”, acrescenta Lúcia Caus.

O Festival de Cinema de Vitória apresentará uma mostra exclusiva para o cinema produzido no Estado, que também está presente em várias mostras da grade exibição.

“Nesta edição, temos 15 filmes produzidos no Espírito Santo, nas mostras competitivas, e o lançamento de ‘Não se aproxime’, documentário de Tati Rabelo e Rodrigo Linhales, sobre a história da cronista capixaba Carmélia Maria de Souza, que teve produção da Galpão Produções”, compartilha a diretora responsável pelo evento.

Além de ser um espaço de fomento da produção audiovisual capixaba, o Festival homenageia, uma personalidade fundamental para a produção cultural capixaba a cada edição. A partir do relato e da história desses profissionais, a produção apresenta em uma publicação editorial nomeada como ‘Caderno do Homenageado’ um panorama histórico da cultura capixaba.

“Ao longo de mais de uma década, As reportagens já contemplaram nomes como Margarete Taqueti, Glecy Coutinho, Markus Konká e, este ano, Suely Bispo. Esse material é a possibilidade da construção da memória da cultura capixaba pelo olhar de quem a produziu”, reflete Lúcia Caus. Saiba mais sobre os filmes exibidos no 24º Festival de Cinema de Vitória na notícia do ES Brasil.

Serviço

31º Festival de Cinema de Vitória 
20 a 25 de julho (sábado a quinta-feira)
Sesc Glória – Av. Jerônimo Monteiro, 428, Centro de Vitória
Entrada gratuita

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