Acordo interno assegura transição pacífica no comando da Corte para 2026/2027
Por Denise Miranda
O Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES) terá um novo presidente a partir de 2026. O conselheiro Luiz Carlos Ciciliotti será eleito nesta terça-feira (21) para comandar a Corte no biênio 2026/2027. A eleição será apenas uma formalidade: ele será candidato único e deve receber os sete votos do plenário.
Ciciliotti assume no lugar de Domingos Taufner, atual presidente, que abriu mão da reeleição — apesar de o Regimento Interno permitir uma recondução. A decisão de não tentar um novo mandato não foi apenas gesto de generosidade institucional. Houve acordo político, cálculo de bastidores e desgaste interno. E tudo isso ajuda a explicar por que o próximo presidente já está definido, mesmo antes do voto oficial.
A expectativa no TCES é de uma gestão mais agregadora, com foco em estabilidade institucional. Com experiência no Legislativo e trânsito político, Ciciliotti chega com apoio unânime e sem oposição visível. Mas também com prazo de validade claro: em 2029, ele sai. E a disputa sucessória voltará com força.
A eleição de Ciciliotti é vista por colegas como uma homenagem interna a um conselheiro respeitado, de perfil discreto, conciliador e próximo do governo Casagrande (PSB), que o indicou ao cargo em 2019 com apoio político da Assembleia Legislativa.
A idade e o tempo de tribunal contam, e muito. Aos 71 anos, Ciciliotti é o conselheiro mais velho da atual composição e o segundo mais antigo sem nunca ter presidido o órgão. Pela regra da aposentadoria compulsória, ele se despede do TCES em agosto de 2029. Se não fosse agora, ele dificilmente teria nova chance de comandar a Corte por um biênio completo.

