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Chanceler da Alemanha não vê acordo nuclear com Irã em futuro imediato

Em comunicado, Alemanha, França e Reino Unido disseram que “o Irã deve cooperar totalmente e, sem demora, de boa fé com a AIEA”

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, deixou claro nesta segunda-feira, 12, que não espera a restauração do acordo nuclear de Teerã com as potências mundiais no futuro imediato, embora tenha dito que não há razão para o Irã não assinar e países permaneceriam “pacientes”.

Os países europeus “fizeram propostas, e não há razão agora para o Irã não concordar com elas, mas temos que tomar nota do fato de que não é o caso, então certamente não acontecerá em breve, embora tenha parecido que sim por um tempo”, disse Scholz. “Continuamos pacientes, mas também permanecemos claros: o Irã deve ser impedido de poder implantar armas nucleares.”

O líder alemão falou após se encontrar em Berlim com o primeiro-ministro israelense, Yair Lapid, que insistiu que restaurar o acordo de 2015 seria um erro. A Alemanha, juntamente com França, Reino Unido, Rússia e China, ainda é parte do acordo e está envolvida em negociações sobre seu renascimento que se arrastam há mais de um ano.

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Uma investigação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre partículas de urânio produzidas por pessoas encontradas em três locais não declarados no país tornou-se um ponto chave nas negociações para a renovação do acordo. O presidente linha-dura do Irã, Ebrahim Raisi, disse que a investigação da AIEA sobre o assunto deve ser interrompida para que o acordo de 2015 seja renovado.

A AIEA, a agência de vigilância nuclear das Nações Unidas, há anos busca respostas do Irã para suas perguntas sobre as partículas. Agências de inteligência dos Estados Unidos, nações do Ocidente e a AIEA disseram que o Irã administrou um programa organizado de armas nucleares até 2003. O Irã nega há muito tempo ter buscado armas nucleares.

Em um comunicado no fim de semana, Alemanha, França e Reino Unido disseram que “o Irã deve cooperar totalmente e, sem demora, de boa fé com a AIEA”.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse na sede da agência em Viena que espera que o Irã comece a cooperar “o mais rápido possível”. “Nós estamos prontos; queremos que isso aconteça”.

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Com informações de Agência Estado/Associated Press.

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