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quarta-feira, 17 abril, 2024

Brasil ainda sofre com desabastecimento de Ozempic

Farmacêutica investiu mais de R$ 25 bilhões, mas problemas de desabastecimento de Ozempic continuam

Por Rafael Goulart

Devido a um súbito aumento na demanda, pacientes de Diabetes tipo 2 em todo o país podem ficar sem o Ozempic, um medicamente injetável que estimula a produção de insulina pelo pâncreas e ajuda a reduzir os níveis de glicose na corrente sanguínea.

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Uma das causas levantadas para o desabastecimento seria o uso off-label (fora da bula) do Ozempic como emagrecedor, situação semelhante que aconteceu no ano passado (2022) no Estados Unidos, quando um vídeo sobre os supostos efeitos emagrecedores do medicamente viralizou na internet e fez disparar a procura pelo produto.

Apesar das suspeitas, em nota à imprensa, a fabricante disse que não tem como rastrear a finalidade do uso do produto pelo paciente e reforçou que não promove e nem incentiva o uso dos seus produtos em desacordo com as informações descritas na bula.

Semaglutida

A substância que ajudaria no emagrecimento é a semaglutida, mesmo composto encontrado no Wegovy, que já é autorizado pela Anvisa para tratamento de emagrecimento. Apesar de serem produzidos pela mesma fabricante, as medicações possuem concentrações diferentes.

A semaglutida atua no hormônio GLP-1, que é produzido pelo intestino e sinaliza para o cérebro o estado de saciedade, ou seja, que ele entenda que a pessoa está saciada, por tanto não deve mais enviar impulsos de fome. É justamente por meio desse mecanismo que a substância pode ajudar na perda de peso.

Nota da empresa

Como fornecedora responsável e sempre preocupada com a saúde e segurança de seus pacientes, a Novo Nordisk comunica que todas as apresentações de Ozempic® (0,25mg, 0,5mg e 1mg) no Brasil enfrentarão disponibilidade intermitente durante 2023 devido à demanda maior que a prevista. Importante ressaltar que não há problemas de qualidade ou regulatórios com nenhuma das apresentações de Ozempic®.

A empresa notificou a autoridade sanitária brasileira sobre as restrições de fornecimento do produto conforme estabelecido nas legislações vigentes. Ao longo deste ano, pessoas com diabetes tipo 2 que fazem tratamento com Ozempic® e que não encontrem o medicamento, têm a opção de migrar para outras opções de análogos de GLP-1 disponíveis no mercado brasileiro. A troca deve sempre ser feita em consulta com um médico devidamente habilitado e sob sua estrita supervisão.

A Novo Nordisk vem trabalhando intensamente para aumentar a produção anual de Ozempic®. Somente em 2022 e 2023, foram investidos DKK 37 bilhões (cerca de US$ 5,3 bilhões) em expansão de capacidade produtiva em todo o mundo.​

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