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Bolsas da Europa fecham sem sinal único, após resultado eleitoral

Na bolsa parisiense, o sinal chegou a ser negativo logo na abertura, depois os ganhos se firmaram. Mais adiante, o quadro voltou a ser de baixa

Os mercados acionários europeus chegaram a mostrar quadro em grande medida positivo nesta segunda-feira, 8, sem sustentar o impulso em toda a jornada. Paris subiu em parte do pregão, porém não manteve o fôlego e inverteu o sinal, em meio a avaliações sobre o quadro político na França depois do segundo turno eleitoral da disputa pelo Legislativo do país, com a esquerda à frente, em dia de agenda de resto modesta.

A esquerda mostrou mais força do que sugeriam as pesquisas e ficou à frente, freando a ascensão da extrema-direita. Houve uma união de forças à esquerda e de centristas contra candidatos da extrema-direita, que resultará em quadro dividido no Congresso francês, com a Nova Frente Popular, aliança de esquerda, levando 182 cadeiras; a aliança centrista Juntos, do presidente Emmanuel Macron com 168; e o Reagrupamento Nacional, de extrema-direita, com 143, segundo dados do Ministério do Interior.

Especialistas preveem complicações no quadro político, mas houve algum alívio com a derrota da extrema-direita. Macron rejeitou pedido de renúncia do premiê Gabriel Attal e pediu que ele siga no cargo por enquanto “para garantir a estabilidade do país”.

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Na bolsa parisiense, o sinal chegou a ser negativo logo na abertura, depois os ganhos se firmaram. Mais adiante, o quadro voltou a ser de baixa. O Commerzbank previa dificuldades na formação de governo e que uma liderança de esquerda conseguisse implementar ao menos algumas de suas promessas, com perspectiva de alta no déficit público já elevado. Já o Rabobank dizia que o ambiente de negócios poderia ser afetado pela possibilidade de que “a extrema-esquerda esteja dentro” do governo, ante propostas do grupo mais à esquerda como cortar a idade de aposentadoria, elevar o salário mínimo, controlar preços e gastar mais com política industrial e transição verde, o que segundo este banco implicaria gastos adicionais de até 5% do Produto Interno Bruto (PIB) francês.

A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,13%, em 8.193,49 pontos, a de Frankfurt subiu 0,07%, a 18.488,68 pontos. Paris registrou baixa de 0,63%, em 7.627,45 pontos. Milão avançou 0,17%, a 34 046,54 pontos, e Madri teve alta de 0,09%, a 11.032,90 pontos. Lisboa teve queda de 0,34%, a 6.655,83 pontos. Na capital portuguesa, Galp recuou 1,04%, após a empresa petrolífera divulgar queda de 1% na sua produção no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores. As cotações são preliminares.  (Agência Estado).

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