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Banco do Brasil registra queda de 45% no lucro em 2025

Lucro recua 45% em 2025 e inadimplência no agro cresce 500%

Após fechar 2025 com lucro de R$ 20,68 bilhões, o Banco do Brasil espera por um ano bastante “desafiador” em 2026.

“O ano de 2025 foi desafiador e 2026 será desafiador. Mas será desafiador dentro de um desafio que já aprendemos como fazer”, disse Tarciana Medeiros, presidente-executiva da instituição, durante uma teleconferência realizada com analistas, hoje (12), para apresentação dos resultados do banco.

Depois, em entrevista, a presidente do Banco do Brasil voltou a falar sobre esses desafios, que começaram a ser enfrentados em 2025, com a alta inadimplência do agronegócio.

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“A gente vinha de dois anos de recordes históricos de resultados. Mas 2025 foi um ano desafiador que apresentou uma redução de resultado em relação ao ano anterior, que tinha sido o maior resultado da história do Banco do Brasil. Nós tivemos um comportamento atípico em relação ao agro. A inadimplência do agro em 2025 cresceu em torno de 500% em relação à média histórica”, disse ela.

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Na noite de ontem (11), o banco divulgou que teve lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, queda de 45,4% em relação a 2024. As novas regras contábeis e o aumento da inadimplência, principalmente do agronegócio, segundo a instituição, tiveram influência sobre esse resultado. Já para 2026, o banco projeta um certo crescimento, com um lucro líquido ajustado entre ‌R$ 22 bilhões ‌e R$ 26 bilhões.

Uma das estratégias para o ano é liderar o segmento de consignado para o funcionalismo público e aumentar sua participação no consignado para o trabalhador do setor privado.

“Temos conhecimento histórico e uma habilidade histórica sobre o crédito consignado: a gente opera desde o dia que a linha foi lançada. Então, vamos buscar reforçar ainda mais a liderança do banco no crédito consignado”, ressaltou a presidente do BB.

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Fundo Garantidor de Crédito

Na última terça-feira (10), o conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor o caixa após o impacto financeiro provocado pela liquidação do Banco Master. A medida foi tomada para que o fundo – mantido pelas instituições financeiras para cobrir eventuais quebras e liquidações – tenha liquidez compatível com os riscos do sistema financeiro.

Aporte antecipado

Para recompor esse fundo, a diretoria do Banco do Brasil afirmou hoje que vai fazer um aporte antecipado de R$ 5 bilhões para recapitalizar o FGC. Para cobrir o rombo provocado pelo Banco Master, já que o fundo precisou ser utilizado para cobrir os clientes atingidos pela liquidação do Master, os bancos decidiram adiantar o equivalente a cinco anos de contribuições futuras ao FGC.

O Banco do Brasil contribui anualmente com cerca de R$ 1 bilhão para o FGC, valor que agora será antecipado em cinco anos. Segundo o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, essa antecipação terá apenas um efeito de caixa para o banco, com o dinheiro saindo da tesouraria e indo para o FGC.

Contribuição extraordinária

Além desse aporte antecipado, disse Tobias, o banco vai fazer uma contribuição extraordinária de 50% desse valor, o equivalente a cerca de R$ 500 milhões por ano. “Vou aumentar em R$ 450 milhões a R$ 500 milhões a mais nas minhas despesas financeiras para contribuir extraordinariamente para o FGC”, afirmou o executivo do BB.

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“É importante ter um FGC sólido, mas estamos abrindo mão de receitas e o regulador está ciente disso”, argumentou.

Para a presidente do Banco do Brasil, o FGC é um seguro para proteger o investidor, mas ele não pode ser “usado como argumento de venda [de ativos]”.

“Eu acho que 2025 e tudo o que ocorreu nesse ano trazem muitos aprendizados para o ajuste da legislação e para o ajuste da regulação, se for o caso”, disse ela.

“Nesse instante em que a gente identificou, o mercado identificou e o próprio regulador identificou falhas de um dos players, a gente precisa verificar exatamente quais foram essas falhas porque elas ocorreram e buscar corrigi-las. Então, acredito que é preciso muito diálogo entre os agentes nesse processo para que se chegue aos ajustes necessários para que isso não ocorra novamente”, finalizou.

Com informações da Agência Brasil – Economia, Agência Brasil

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