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sexta-feira, 10 julho, 2020

Após 47 anos, MPF abre investigação sobre morte de Marighella

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Decisão de apurar a morte de Carlos Marighella, fundador da Ação Libertadora Nacional foi do procurador da República Andrey Borges de Mendonça. 

Pela primeira vez, a equipe de policiais do delegado Sérgio Paranhos Fleury, do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), símbolo da repressão na ditadura, será investigada por um crime político. O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação sobre a morte do guerrilheiro Carlos Marighella, fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN), em 4 de novembro de 1969. A decisão de apurar foi do procurador da República Andrey Borges de Mendonça, que já começou a tomar depoimentos de testemunhas.

Delegado Sérgio Paranhos Fleury. Foto: Reprodução web

Uma das testemunhas ouvidas pelo procurador foi o jornalista do Estado, José Maria Mayrink, primeiro repórter a chegar ao local da emboscada comandada por Fleury, realizada por 43 homens, entre civis e militares, que matou Marighella. Mayrink conhecia os dominicanos Yves do Amaral Lesbaupin, o Frei Ivo, e Fernando de Brito, que esperavam Marighella em um Fusca quando o Dops o encurralou. Eles haviam sido presos dias antes e obrigados a participar da cilada.

“Quem matou o Marighella foi o Tralli (o investigador José Carlos Tralli)”, disse o investigador R.A., de 68 anos, um dos policiais que participaram da ação. “Vão ter de fazer muita diligência em cemitério e em mesa branca”, disse o investigador R.A.. Dos delegados da operação, Raul Ferreira, o Raul Pudim, Tucunduva e Fleury já estão mortos. Também morreram investigadores como Tralli e José Campos Correa Filho, o Campão. Laudos e documentos do Dops também serão analisados.

Jornalista do Estado, José Maria Mayrink. Foto de Helvio Romero / Estadão 

Para o jornalista Ivan Seixas, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, a investigação do MPF é importante para que se “saiba o que aconteceu”. “É fundamental investigar essa história.” Naquele dia, contou Seixas, quatro quarteirões estavam cercados por policiais. Marighella ia se encontrar com os frades. Ele não sabia que os dois haviam sido presos. Estava desarmado e sozinho. “Houve uma execução, e o Estado é responsável por ela”, afirmou Seixas.

O MPF deve ouvir os depoimentos de Ivo e de Fernando. Também vai ouvir antigos militantes da ALN que foram torturados por Fleury em busca de informações que levassem até Marighella, como o economista Paulo de Tarso Venceslau, além de policiais e militares envolvidos.

“É sempre importante que a verdade seja descoberta”, disse o procurador aposentado Hélio Bicudo, que denunciou Fleury pelos crimes comuns em ações do Esquadrão da Morte – bando de policiais que executava bandidos nos anos 1960 e 1970.

A iniciativa dos procuradores da República se baseia no argumento de que, como esses delitos foram crimes contra a humanidade, eles são imprescritíveis e insuscetíveis de graça ou anistia. Quase duas dezenas de denúncias já foram feitas pelo MPF à Justiça Federal contra agentes da ditadura. Em todas, a Justiça decidiu que as ações não podem prosperar em razão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a Lei de Anistia, de 1979.

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