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domingo, 16 junho, 2024

Aluguéis na Grande Vitória contrariam média nacional

Ao contrário de outras cidades do país, aluguel segue em alta em municípios capixabas.

Por Gustavo Costa

Em dezembro os aluguéis residenciais registraram no país queda de 1,16% (após queda de 0,37% em novembro) segundo dados do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

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Durante o ano passado, o índice acumulou uma alta de 7,46%. O IVAR foi idealizado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil, com informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis. Os dados, no entanto, levam por enquanto apenas quatro capitais em consideração para chegar a uma média: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Mas e quanto à Vitória, qual será a realidade dos imóveis na capital do Espírito Santo? Será que o Estado também passa por um fim de ano de queda? A resposta é não, segundo Charles Bittencourt, diretor da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES).

De acordo com Bittencourt, o mercado da capital e dos municípios da Grande Vitória passam por um cenário diferente. “A gente vive um momento muito bom. Você tem um mercado de muita demanda e pouca oferta. Então, às vezes, por exemplo, o Índice Geral de Preços do Mercado (I-GPM) está negativo e aqui, nós estamos vivendo, principalmente no imóvel residencial, um mercado superpositivo”, explicou ele.

Na verdade, o diretor se adianta em dizer, o problema hoje da Grande Vitória é justamente o contrário. “Hoje vemos a falta do imóvel. Então, quando você tem a falta, você não tem oferta, você tem demanda alta, você tem uma valorização. Então nós temos casos assim em torno aí de 10%, 12% de valorização do imóvel residencial. No imóvel comercial já é um pouco diferente, ele se mantém estável, principalmente na sala comercial.

De acordo com Bittencourt, lojas e galpões também vem valorizando muito. “Galpão chega a 15% de valorização, em função do crescimento da área logística. Principalmente nos municípios de Serra, Cariacica, Viana, que tem uma vocação para esse tipo de empreendimento”, analisou.

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