As informações constam no estudo Segurança no Trânsito, que apontou que maior parte das vítimas de acidentes nas vias são homens e possuem entre 25 e 34 anos
Por Amanda Amaral
O número de óbitos em acidentes de trânsito foi maior que o total de homicídios dolosos em 2024. É a primeira vez que isso acontece, são 908 vítimas fatais nas vias contra 852 mortes violentas intencionais.
As informações constam no IJSN Especial – Segurança no Trânsito, feito pelo Observatório da Segurança Cidadã do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com base nos dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). O estudo mostra que colisões e atropelamentos se destacam entre os acidentes.
Os motociclistas representam 52% das vítimas fatais no trânsito capixaba, seguidos por condutores de automóveis (16%) e pedestres (15%). A maior parte dos acidentes fatais ocorre aos finais de semana, com maior parte das ocorrências nos domingos (20%). Maioria das vítimas é do sexo masculino (84%) e a faixa etária com maior incidência é de 25 a 34 anos (19,4%).
As rodovias estaduais respondem por 61% das fatalidades. A maioria dos acidentes de trânsito com vítimas fatais acontecem na Serra, Vila Velha e Vitória. Sobre a taxa de óbitos por 10 mil veículos e a relação saúde x risco no trânsito, se destacam Governador Lindenberg (99,9), Alto Rio Novo (94,2) e Presidente Kennedy (87,6).
Os dados alarmantes sobre óbitos em acidentes de trânsito foi um dos principais impulsionadores para a criação do Comitê para a Preservação da Vida no Trânsito — instância de articulação que reúne representantes de diversos níveis de governo e da sociedade civil, segundo o IJSN.
O objetivo é reverter esse cenário por meio de ações coordenadas, como o fortalecimento da fiscalização, campanhas educativas e melhorias na infraestrutura viária. O Comitê atua com foco na integração de dados, revisão de legislações, identificação de trechos críticos e incorporação de tecnologias para a redução dos sinistros.
“As ações do Comitê para a Preservação da Vida no Trânsito reforçam o papel do Espírito Santo como protagonista na implementação de políticas públicas baseadas em evidências”, destacou o diretor-geral do Instituto Jones, Pablo Lira. Para acessar o estudo completo clique aqui.

