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60 mil cirurgias bariátricas realizadas por ano no Brasil

Para manter a saúde, alguns hábitos após a cirurgia que precisam ser adotados por toda a vida

Por Patrícia Battestin

O Brasil é o segundo segundo maior mercado do mundo quando se fala em cirurgia bariátrica. A informação é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que divulgou que o país chega a realizar 60 mil procedimentos por ano. Ainda de acordo com levantamento da SBCBM, nos últimos cinco anos foram registradas mais de 310 mil cirurgias bariátricas pelos planos de saúde e pelo SUS.

A grande procura está relacionada com o fato de  um em cada quatro brasileiros estar na faixa das pessoas consideradas obesas, como mostrou a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. O procedimento é considerado um aliado no tratamento do excesso de peso e, por consequência, no controle de outras doenças ligadas ao grande acúmulo de gordura corporal, a cirurgia bariátrica é a opção quando outras terapias não apresentaram o resultado desejado.

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Com o passar dos anos, esse procedimento se tornou ainda mais confiável devido aos avanços que possibilitaram a realização de uma operação menos invasiva e com menos complicações pós-cirúrgicas, como a cirurgia bariátrica robótica, por exemplo.

No entanto, há cuidados que todo paciente submetido a uma cirurgia bariátrica precisa adotar ao longo de toda a vida para, assim, evitar como reganho de peso e outros problemas de saúde.

O médico cirurgião do aparelho digestivo Gibran Sassine ressaltou que, mais que um procedimento que auxilia na perda de peso, a cirurgia bariátrica requer uma mudança de hábitos e adoção de cuidados que precisam ser incorporados na vida do paciente logo após a realização da operação.

Gibran Sassine
Gibran Sassine alerta sobre a importância da mudança de hábitos. Foto: divulgação.

“Acompanhamento regular com endocrinologista, nutricionista, cirurgião e fazer atividade física são fundamentais”.

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O médico também informou que todos que são submetidos à cirurgia precisam manter a reposição de vitaminas e dosagem das mesmas nos exames de sangue.

“Essa reposição é importante para evitar a hipovitaminose, que pode trazer muitos problemas à vida do paciente, como déficits neurológicos e musculares, dermatites, queda de cabelos e dentes, unhas fracas, entre outros”.

A hipovitaminose está relacionada à deficiência de diversas vitaminas no organismo, como zinco, selênio, ferro, ácido fólico, magnésio e outras.

“Já houve o caso de paciente que apresentou quadro semelhante ao AVC, consequência de hipovitaminose severa”, contou o cirurgião.

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Veja alguns cuidados que devem ser tomados ao longo da vida

  • Manter dieta sob a orientação de um nutricionista;
  • Acompanhamento com endocrinologista para manter a reposição de vitaminas e dosagem das mesmas nos exames de sangue;
  • Praticar atividade física diária;
  • Evitar bebida alcoólica, uma das grandes responsáveis pelo reganho de peso.

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