STF quebra sigilo bancário do presidente Michel Temer

Michel Temer
Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Luís Roberto Barroso atendeu ao pedido do delegado Cleyber Malta, que investiga o favorecimento de uma empresa com a edição do decreto dos Portos

O sigilo bancário do presidente Michel Temer foi quebrado com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Luís Roberto Barroso tomou a decisão desde 27 de fevereiro.

O período a ser investigado vai de 2013 a 2017. O pedido foi feito pelo delegado Cleyber Malta. Ele é o responsável pelo inquérito sobre irregularidades na edição do decreto dos portos. O documento foi assinado em maio de 2017.

Segundo o Estadão, o pedido de Malta foi de encontro à solicitação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge feita em dezembro. Ela também solicitou quebras de sigilo no âmbito do inquérito dos Portos, mas não incluiu entre os alvos o presidente Temer.

Em nota, divulgada na noite dessa segunda-feira (5), a Presidência da República informou que Temer solicitará ao Banco Central todos os seus extratos bancários e a divulgação deles.

“O presidente Michel Temer solicitará ao Banco Central os extratos de suas contas bancárias referentes ao período mencionado hoje no despacho do iminente ministro Luís Roberto Barroso. E dará à imprensa total acesso a esses documentos. O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações constantes em suas contas bancárias”, diz a nota, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social.

Barroso é o responsável no STF pelo inquérito que investiga o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A. A assinatura do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), pelo presidente Michel Temer, aconteceu em maio do ano passado. As informações são da Agência Brasil.

Na ação, além de Temer, são investigados o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar.

Em janeiro, a defesa respondeu por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso. Os advogados do presidente declararam que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário para tratar da edição do decreto.

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