Desembargador nega habeas corpus a Nuzman

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro(COB), Carlos Arthur Nuzman, durante apresentação das informações sobre o revezamento da tocha olímpica, sua marca e seus patrocinadores oficiais.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) foi preso na Operação Unfair Play, que investiga compra de votos na escolha da sede das olimpíadas de 2016.

A Justiça negou o pedido de habeas corpus do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman. A decisão foi do desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

Nuzman foi preso na Operação Unfair Play. Ele é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para eleição da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Nuzman também estaria envolvido no esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral. O mérito dos pedidos de habeas corpus ainda será julgado pela Primeira Turma Especializada do TRF2.

A defesa alegou que Nuzman não exerceu qualquer cargo público e que a denúncia não é baseada em atos de corrupção específicos nem ligações com agentes públicos que teriam recebido propina.

A decisão da Justiça considera que as decisões da primeira instância estão devidamente fundamentadas e que elas apontam o envolvimento de Nuzman na assinatura de contratos com empresas já relacionadas com o esquema criminoso envolvendo Sérgio Cabral.

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