Diretor da entidade, Gustavo André destacou no podcast Destinos ES atrativos que tornam o estado um local único e valorizado por quem vem de fora
Por Ludmila Azevedo
Na mais recente edição do podcast Destinos ES, o convidado foi Gustavo André, diretor do Visite Espírito Santo e gestor do Capixaba Receptivo. À frente de duas iniciativas fundamentais para a promoção turística, Gustavo destacou a importância de divulgar o estado além das fronteiras locais e de valorizar a diversidade cultural capixaba.
O Visite Espírito Santo nasceu há mais de 11 anos, fruto da união de quatro empresários que decidiram investir na promoção do destino fora do estado. “A gente vai aonde nosso cliente está. Tivemos a ideia de criar a entidade, que é sem fins lucrativos, para realizar a promoção e divulgação do turismo de lazer do Espírito Santo em outros estados do Brasil”, explicou Gustavo.
O trabalho da entidade envolve estudar o mercado e definir estratégias de atuação. O foco é se aproximar de operadoras e agências de viagens de fora, que montam pacotes incluindo fornecedores capixabas. “Quando você estuda os destinos que cresceram, todos tiveram como base a cadeia das operadoras e das agências. São elas que influenciam os viajantes na escolha dos destinos”, destacou.
Uma das ações mais eficazes nesse sentido é o Famtour, uma espécie de visita técnica que traz agentes de viagens e executivos de operadoras para conhecer de perto os atrativos capixabas. “Recentemente trouxemos para cá todos os executivos de vendas da maior operadora do Brasil. Eles vieram de todos os cantos do país e puderam vivenciar nossos atrativos, tirar fotos e entender o que funciona melhor para seus clientes”, relatou.
Segundo ele, os visitantes valorizam aspectos do cotidiano que muitas vezes passam despercebidos pelos capixabas. “O turista gosta de Vitória, de andar no calçadão com o celular na mão. Ele dá valor ao que a gente não dá mais valor: o nosso dia a dia”, observou.
O diretor lembrou ainda de um episódio emblemático, quando recebeu um cruzeiro de luxo no estado. Entre os pedidos inusitados, estava a busca por algo único, que só o Espírito Santo poderia oferecer. “Levamos os visitantes a Goiabeiras, para conhecer o trabalho das paneleiras e levar de lembrança a panela de barro. Eles ficaram encantados com a história e com a moqueca feita ali, cujo processo de produção tem mais de 400 anos e foi o primeiro patrimônio imaterial registrado no Brasil. O que a gente não valoriza, o turista valoriza”.
Com praias, montanhas, gastronomia variada e forte herança histórica, o Espírito Santo se diferencia por oferecer múltiplas experiências em um mesmo território. “O turista quer estar num lugar onde pode fazer muitas coisas, e aqui temos essa oportunidade ímpar”, disse o empreendedor.
Para o executivo, o setor caminha para um processo natural de fortalecimento institucional, mas ainda carece de maior integração. “As entidades estão se organizando, mas precisamos de um planejamento estratégico único para alinhar todas as ações. Esse será um processo natural de melhoria”, avaliou.

