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Ufes: startup monta fábrica para venda de braço robótico

Com foco em reabilitação neuromotora, a Symbios monta fábrica para comercializar braço robótico, que está em fase de industrialização 

Por Amanda Amaral 

Uma startup capixaba está montando uma fábrica para a comercialização de um braço robótico movido por cabos de aço. A órtese mecânica auxilia na reabilitação neuromotora de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O projeto é da Symbios, que é especializada em tecnologias assistivas e está incubada no Espaço Empreendedor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A exploração econômica do braço robótico foi o primeiro contrato de licenciamento assinado pela Universidade com uma empresa desta natureza, ou seja, uma startup que surgiu a partir de um de seus laboratórios de pesquisa.

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O cofundador e CEO da Symbios, Eduardo Fragoso, explicou que a tecnologia está em fase de industrialização. Ainda segundo ele, o objetivo é exatamente montar uma fábrica e que está em processo de captação de investimentos para a sua construção.

O contrato foi assinado pela Ufes, em 2024, prevendo royalties de 2% sobre o lucro líquido da comercialização da tecnologia licenciada. O depósito da patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) foi feito em 2023.

Sobre o braço robótico

O braço robótico auxilia o paciente na realização de movimentos para reabilitação de pacientes com deficiências neuromotoras. Com a órtese é possível fazer movimentos no cotovelo, no antebraço e de fechar e abrir a mão. O sistema tem um computador acoplado que dita os movimentos para o exoesqueleto.

O equipamento está indicado, num primeiro momento, para uso em clínicas de reabilitação e por profissionais de fisioterapia. Numa fase futura, a ideia é ser disponibilizado aos pacientes para uso em casa. O braço robótico pesa apenas 900 gramas e as partes pesadas foram reunidas numa maleta portátil.

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Laboratório de Robótica e Biomecânica da Ufes. Foto: Ufes
Laboratório de Robótica e Biomecânica da Ufes. Foto: Ufes

A órtese começou a ser desenvolvida como projeto de iniciação científica do estudante Eduardo Fragoso, orientado pelo professor Rafhael Andrade, no Laboratório de Robótica e Biomecânica do Departamento de Engenharia Mecânica da Ufes. A pesquisa virou trabalho de conclusão de curso e, em seguida, dissertação de mestrado do estudante, que logo se associou a colegas na criação da Symbios para o desenvolvimento do produto.

Também são projetos do Laboratório de Robótica e Biomecânica da Ufes: órtese robótica de mão para paciente tetraplégico após um acidente em um mergulho; projeto de atuadores de baixo custo para baratear o custo final das órteses e próteses disponíveis; músculos artificiais que visam a configurar um atuador que se aproxime ao músculo natural humano; prótese de mão robótica acionada por sinais mioelétricos.

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