Futura construção se unirá às duas já edificadas em 1998 e 2006 pela instituição de ensino capixaba
Por Kebim Tamanini
A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com diversos órgãos ligados ao meio ambiente, firmou um Termo de Cooperação Técnica para a criação da terceira estação científica no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, localizado não em Pernambuco, mas sim no Oceano Atlântico, a cerca de 1.000 km de distância do estado de Pernambuco. A futura construção se unirá às duas já edificadas em 1998 e 2006 pela instituição de ensino capixaba.
Os responsáveis pela execução da medida serão o Laboratório de Planejamento de Projetos (LPP), pertencente ao Departamento de Arquitetura da universidade, que foi responsável pela construção das outras estações científicas no arquipélago. A partir do fechamento da parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), a Ufes assumirá o desafio de desenvolver uma nova tecnologia para erguer a terceira estação.
“No cenário atual, é de suma importância que caminhemos juntos em direção ao desenvolvimento sustentável, unindo esforços para fortalecer nossa capacidade de enfrentar problemas prementes, como as mudanças climáticas e a escassez de recursos”, pontua o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, ao esclarecer a importância da iniciativa que visa à preservação ambiental.
O laboratório universitário responsável também contribui com o programa Antártico, sendo reconhecido nacional e internacionalmente. As pesquisas envolvem variados temas, como materiais, conforto, eficiência energética e energias alternativas, água potável, resíduos líquidos e sólidos, paisagem, indicadores de sustentabilidade para edificações antárticas, metodologia para trilhas, entre outros.
Para a pró-reitora de Planejamento da Ufes e coordenadora do LPP, Cristina Engel, o desenvolvimento de tecnologias construtivas adequadas para locais inóspitos tem sido um foco de estudo do laboratório desde 1994. Ela salientou que o Arquipélago de São Pedro e São Paulo representa o maior desafio até agora, devido às suas condições extremas e remotas.
“O plano de trabalho prevê dois anos de atividades, culminando com a construção da nova estação, cujos resultados poderão ser replicados em outros locais de condições semelhantes”, esclarece Engel.

