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terça-feira, 23 abril, 2024

Sexta-feira marcada por protestos

Em resposta às reformas trabalhista e previdenciária, a manhã desta sexta-feira (28/04) foi marcada por protestos em diversas cidades do país

Pesquisa de opinião divulgada nesta semana pelo instituto Ipsos indica que apenas 4% dos brasileiros apoiam o Governo.  Mas, apesar da insatisfação nacional ao Governo de Michel Temer, a greve desta sexta-feira não contou com o apoio em massa da população, ao menos na Grande Vitória.

Aproximadamente 88 atos foram convocados em todo o país. A greve geral, é organizada pelas principais centrais sindicais do País, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical.

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Espírito Santo – Vitória

Apesar da Justiça determinar que 50% dos ônibus circulassem nesta sexta-feira (28), até ao meio-dia não havia transporte coletivo e os Terminais do Transcol se mantinham fechados. Até as 10h30, as principais vias da capital permaneceram bloqueadas por manifestantes. A tropa de choque da Polícia Militar (PM) atuou nas manifestações para começar a liberar as vias.

Às 10h50, a PM comunicou que havia liberado a circulação completa de veículos nas avenidas Dante Micheline e Getúlio Vargas e nas Segunda e Terceira pontes. Em todos os casos as vias foram liberadas mediante negociação e com uso pontual da força.

Na entrada da Terceira Ponte, sentido Vila Velha – Vitória, de um lado os manifestantes gritavam palavras de ordem, princialmente a frase “nenhum direito a menos”; do lado aposto, separados por cordão de isolamento da tropa de choque, algumas pessoas acusavam os manifestantes de não deixarem o país produzir.

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Até as 8h30, alguns poucos manifestantes chegaram a a atravessar a Terceira Ponte a pé, mas após esse horário, a PM não permitiu mais o acesso.

Já em frente ao Palácio Anchieta, um grupo maior que o instalado na Terceira Ponte, fechou todas as vias e houve confronto direto entre sindicalistas e a PM.

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Ainda de acordo com Secretaria de Segurança, houve registros de depredações na reta do Aeroporto, por volta das 11h40 e a Polícia Rodoviária Federal fazia uso pontual da força. Manifestantes prometem se concentrar, a partir das 14 horas, em frente à Federação das Indústrias (Findes).

São Paulo

Na capital, somente os micro-ônibus, o metrô e a parte dos trens (CPTM) funcionam. Jà os aeroportos de Congonhas e Cumbica (Guarulhos) funcionam normalmente.

Rio de Janeiro

A cidade registra manifestações desde às 6h50 desta sexta-feira (28), devido aos bloqueios no tráfego da cidade e aos impactos nos transportes. No início da manhã, havia redução no número de ônibus que circulam pelo Centro do Rio, mas na Zona Oeste, especialmente na Rodoviária de Campo Grande, eles circulavam normalmente. O número de passageiros, no entanto, era menor que o habitual.

Reformas 

A reforma trabalhista, aprovada na última quarta-feira (26), na Câmara dos Deputados, prevê, entre outras questões, a prevalência de acordos coletivos sobre a legislação. Também o parcelamento de férias em até três vezes e o fim da contribuição obrigatória a sindicatos.

A reforma da Previdência proposta pelo governo Temer determina, entre outras medidas, idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Ela será votada no dia 2 de maio por uma comissão especial.

A expectativa dos manifestantes era de que a população aderisse ao movimento, a fim de pressionar a manutenção dos direitos adquiridos até hoje pelos aposentados. O governo alegue que a conta não fecha e o país já registra um rombo de bilhões na Previdência, Representantes da Receita Federal garantem que um intensificado combate à sonegação e ouras medidas como tributação de grandes fortunas seriam suficientes para arrecadar três vezes o valor do deficit hoje.

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