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sábado, 4 dezembro, 2021

Aumenta demanda por profissionais com certificação financeira

A certificação comprova que além do conhecimento, o profissional também tem experiência para executar a função requerida

Por Dino Divulgador de Notícias (Agência Estado) 

O ano de 2021 foi marcado por recordes no mercado financeiro. O número de investidores na bolsa de valores brasileira superou a marca de 3,8 milhões no primeiro semestre de 2021, segundo dados disponibilizados pela própria B3. Esse foi o quinto ano de avanço seguido.

Apesar da pandemia e incertezas na economia brasileira, uma coisa é fato: o mercado financeiro foi o responsável por muitas oportunidades de trabalho em 2021. Se por um lado houve o fechamento de milhares de agências bancárias e demissão de 11 mil funcionários no ano passado, 28 empresas brasileiras abriram capital na B3, gerando demanda por trabalhadores qualificados.

Conforme o Guia Salarial 2021 da consultoria em recursos humanos Robert Half, uma das carreiras em alta é a de gerente de planejamento financeiro, com salário médio de R$ 5 mil a R$ 18 mil.

São carreiras com salários altos, que exigem certificações específicas, como a CFP oferecida pela Planejar, que habilita um profissional a se tornar um planejador financeiro. É por isso que os profissionais com as certificações requeridas para trabalhar no mercado financeiro são cada vez mais disputados por bancos, corretoras e afins. A certificação comprova que além do conhecimento, o profissional também tem experiência para executar a função requerida.

Mais do que uma certificação, a CFP se tornou uma distinção e objeto de desejo por parte dos profissionais, sendo destacado inclusive em suas redes sociais. Há 6,1 mil CFPs no Brasil, o dobro de cinco anos atrás.

O número total de investidores na Bolsa de Valores mais que dobrou em 2020, também incentivando a ascensão de uma outra profissão, a de agente autônomo de investimentos. Segundo a Ancord, instituição certificadora, no ano passado o número de profissionais certificados teve um aumento de 33,8%. Também conhecidos como assessores de investimentos, esses profissionais normalmente trabalham vinculados a uma corretora, vendendo seus produtos e ganhando comissão por isso.

Outra certificação que teve um grande destaque foi a CEA, segundo a Anbima, entidade certificadora, o número de profissionais certificados saltou 39% entre 2015 e 2021, chegando à marca de 14 mil. “A demanda por profissionais qualificados que desejam ser especialistas de investimentos cresceu muito, visto o aumento de pessoas na bolsa”, complementou Kleber Stumpf, empresário e fundador da escola de cursos preparatórios para certificação financeira, TopInvest.

Além da CEA, a Anbima também aplica as provas da CPA-10 e CPA-20, certificações consideradas “porta de entrada” para quem deseja trabalhar no banco. No ano passado, mais de 1 milhão de provas foram aplicadas, segundo dados da instituição. Contudo, metade dos candidatos são aprovados.

Para conseguir aprovação nos exames, os candidatos podem estudar sozinhos ou podem otimizar o seu tempo fazendo os cursos preparatórios online da área. “O tempo é um bem escasso sobretudo para quem quer entrar logo no mercado de trabalho. Vimos um grande aumento na procura dos nossos cursos em função disso também, as pessoas querem conquistar a sua certificação de primeira e em menor tempo”, afirmou Stumpf.

As provas são todas diferentes e elaboradas por um grupo de especialistas, formado por acadêmicos e profissionais da área. A exigência é alta, justamente por envolver produtos financeiros com grande impacto na vida das pessoas. Muitas das profissões, além do conhecimento técnico, exigem um olhar atento à conjuntura econômica e política do país. Todos esses detalhes fazem com que a conquista das certificações não seja trabalho fácil. Quem quiser aproveitar a oportunidade para entrar na área terá que se preparar.

A área financeira busca profissionais capacitados tanto com a certificação quanto com as outras skills. ‘A certificação abre portas, prepara o profissional para a área financeira, porém, a pessoa não pode parar por aí. É preciso estar em constante atualização para se manter no mercado de trabalho’, finalizou Stumpf.

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