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Presidente sul-africano acusa Israel de crimes de guerra

O mandatário africano participou de um encontro virtual entre líderes de países membros e dos países que vão aderir ao bloco no ano que vem

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, acusou Israel de crimes de guerra e de agir como uma “tentação ao genocídio” em Gaza durante uma reunião virtual de líderes dos Brics, incluindo Vladimir Putin da Rússia e Xi Jinping, da China nesta terça-feira, 21. Ramaphosa também condenou o Hamas pelo ataque a civis israelenses que desencadeou o conflito e disse que ambos os lados eram culpados de violar o direito internacional. Também participaram da reunião autoridades do Brasil e da Índia, além de Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos, que deverão aderir ao bloco em janeiro.

Putin disse no seu discurso que havia uma “catástrofe humanitária” se desenrolando em Gaza, mas atribuiu a crise ao que chamou de diplomacia falhada por parte dos Estados Unidos. “Todos estes eventos, na verdade, são uma consequência direta do desejo dos EUA de monopolizar as funções de mediação na questão palestino-israelense”, disse. Ele pediu um cessar-fogo em Gaza, a libertação de reféns e a evacuação de civis da Faixa de Gaza.

Os comentários de Putin estão em linha com a abordagem cautelosa da Rússia à guerra Israel-Hamas. Ele propôs no mês passado que Moscou pudesse mediar o conflito devido às suas relações com Israel e os palestinos, e já culpou a guerra pelos esforços fracassados dos EUA. Putin condenou o ataque de 7 de Outubro por militantes do Hamas a cidades no sul de Israel que desencadeou a ofensiva de Israel em Gaza, agora na sua sétima semana, ao mesmo tempo que alertou Israel sobre a sua resposta e contra o bloqueio da Faixa de Gaza.

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A reunião ocorreu um dia depois de o principal diplomata da China ter recebido os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Egito, Jordânia, Autoridade Palestina e Indonésia em Pequim, sua primeira parada em uma visita aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. A reunião sublinhou o apoio de longa data da China aos palestinos e a sua crescente influência geopolítica. Com informações de Agência Estado

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