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Petróleo fecha em queda de 4%

A queda no preço se deu em meio a preocupações sobre possível aumento na oferta global

Por Redação [Agência Estado]

Os contratos mais líquidos do petróleo caíram cerca de 4% nesta segunda-feira, 12, abrindo a semana em meio a preocupações sobre um possível aumento na oferta global. Investidores acompanham especulações de que um alívio nas sanções dos Estados Unidos poderia ampliar exportações do óleo na Venezuela e no Irã, enquanto a demanda sinaliza tendência de baixa.

O WTI para julho fechou em queda de 4,35% (US$ 3,05) a US$ 67,12 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto recuou 3,95% (US$ 2,95), a US$ 71,84 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). De acordo com o Financial Times, este é o menor preço de fechamento do Brent desde dezembro de 2021.

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Os preços do petróleo foram pressionados por temores de um aumento na oferta global da commodity, durante um momento marcado por incertezas quanto à demanda, considerando a desaceleração nas principais economias do mundo. Segundo o Wall Street Journal, a empresa americana Chevron continua aumentando a produção de petróleo na Venezuela após receber autorização do governo dos EUA, enquanto um possível acordo nuclear americano com o governo do Irã revigora expectativas de um retorno das exportações persas.

Para o TD Securities, o relaxamento de sanções dos EUA contra ambos os países tem papel central no “remodelamento das dinâmicas globais de oferta” do petróleo, em especial, com as exportações da Rússia continuando a crescer.

O aumento inesperado na oferta levou o Goldman Sachs a cortar suas projeções para o petróleo Brent neste ano, prevendo que o óleo encerrará o ano em US$ 86 por barril, ante a estimativa anterior de US$ 95. Para a cotação média de 2023, o Goldman reduziu sua previsão de US$ 88 para US$ 82 por barril. O banco americano ainda elevou suas projeções para oferta da Rússia, Irã e Venezuela em 2024.

Nesta semana, investidores do mercado de energia ainda devem acompanhar a divulgação dos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE).

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