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Pandemia afetou 77% do mercado do cinema brasileiro

Entre os setores que sentiram o impacto da pandemia do novo coronavírus, está a indústria cinematográfica.

Por Munik Vieira

Este mercado foi afetado tanto pela interrupção de produções, quanto pelo fechamento de salas devido às medidas de quarentena e isolamento social estabelecidas por governos para conter o avanço da pandemia.

No Brasil, a receita de bilheteria ficou em torno de R$ 630 milhões em 2020, com um público de salas de cinema de 39 milhões de espectadores, uma redução de 77% em relação a 2019, tanto em público quanto em receita. Os dados são do Sistema de Controle de Bilheteria (SCB).

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Na visão de Ricardo Cohen, jurado do 4º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, que conta com mais de 10 anos de experiência profissional em cinematografia e fotografia, com maior alcance da vacina, a tendência é que, aos poucos, a vida vá voltando ao normal, e setores como o cinema voltem a decolar.

“É muito importante que cada um faça a sua parte, para a saúde e o bem-estar de todos. Só assim poderemos seguir em frente e voltar a viver, entre outras coisas, algo tão importante para a sociedade como a ‘sétima arte”, afirma.

Cinema: retomada pós-pandemia

‘O mercado está aquecendo novamente e voltando com grandes produções nos Estados Unidos e principalmente Hollywood, enquanto no Brasil, de maneira tímida, algumas produções tentam criar conteúdo com equipes reduzidas e precauções para evitar o aumento de casos de Covid-19”, explica Ricardo.

Ricardo Cohen lembra que, no auge da pandemia nos EUA, produções essenciais criaram maneiras de proteger e testar todos os profissionais diariamente, o que eleva bastante o custo da produção, além de ser requerido um profissional em cada set especialista em prevenção e cuidados para evitar a proliferação do novo Coronavírus.

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“Muitas profissionais do cinema e da televisão, como pré-produção, roteiristas e editores que podem trabalhar de forma remota assim seguem para evitar superlotação e aglomerações nos sets, mesmo sem a exigência de máscaras e com a vacinação avançando rapidamente na Califórnia”, detalha.

Ricardo destaca que em Hollywood, nos EUA, o mercado já anuncia feiras de lançamentos de equipamentos e novas tecnologias que eram rotineiras antes da pandemia. “Feiras como NAB, Cine gear, dentre outras que são referência no mercado cinematográfico, prometem grandes evoluções e tecnologias para esse retorno rápido das produções e gravações’, considera. Por fim, o especialista, que é carioca, mas atualmente mora em Hollywood, diz que espera que, em breve, as produções possam ser retomadas em sua terra natal. “As expectativas são as melhores. Esperamos um 2022 diferente para o mercado e seus bastidores”, finaliza.

*Com informações da Agência Estadão

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