Segunda temporada do Papod Preta, destaca histórias de mulheres negras do ES em diálogos sobre identidade, desafios e transformação social
Por Jessica Coutinho
Já estão no ar os episódios da segunda temporada do Papod Preta, vídeocast que destaca histórias de mulheres negras do Espírito Santo. Com conteúdos em áudio e vídeo, o projeto amplia o diálogo entre diferentes gerações, trazendo trajetórias potentes de representantes da política, da fotografia, da música e do audiovisual. A iniciativa é viabilizada por meio de edital da Secretaria da Cultura (Secult), com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura.
A nova temporada é composta por cinco episódios, nos quais as convidadas compartilham suas vivências, desafios enfrentados como mulheres negras e as perspectivas que ainda desejam explorar. Entre as entrevistadas estão a vereadora Ana Paula Rocha (Psol), a rapper e atriz Afronta MC, a fotógrafa Lahis Nascimento criadora do projeto “Somos Camélias”, a multiartista Mariana Costa e a produtora cultural e bailarina Ju Fachetti.
“Tivemos a honra de entrevistar cinco potências negras que têm feito da arte, da política, da imagem e da música instrumentos de transformação. Figuras que refletem toda a diversidade, complexidade e poder que cabem na palavra ‘negra’”, afirma a jornalista e produtora cultural Nicolly Credi-Dio, idealizadora do projeto.
Uma das metas desta nova edição foi ampliar a representatividade das entrevistadas, reunindo mulheres de diferentes regiões do Espírito Santo, com distintas faixas etárias, orientações sexuais e identidades de gênero.
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Disponíveis no Spotify (em áudio) e no YouTube (em vídeo, com tradução em Libras), os episódios da temporada já somam mais de 16 mil reproduções nas plataformas de áudio. O projeto também está presente no Instagram, com mais de mil seguidores, 90% deles mulheres, especialmente de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari.
Além das entrevistas, o perfil nas redes sociais compartilha conteúdos complementares, como dicas de produções culturais feitas por mulheres negras e indicações de serviços gratuitos disponíveis no Espírito Santo. “Para nós, esses resultados indicam que conseguimos alcançar as pessoas a quem se destinava o projeto”, conclui Nicolly.

