- Continua após a publicidade -

ANP leiloa nesta quarta sete blocos de petróleo no pré-sal

Concorrência da Oferta Permanente de Partilha da Produção atrai 15 empresas, incluindo gigantes globais

O governo vai leiloar sete blocos de exploração de petróleo na região do pré-sal nesta quarta-feira (22). O processo vai ser conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e 15 empresas estão habilitadas a participar da concorrência pública, entre elas a Petrobras.

A sessão pública do 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) está marcada para iniciar às 10h, na sede da ANP, no Rio de Janeiro.

As OPPs são o meio pelo qual o governo oferece às empresas blocos exploratórios no polígono do pré-sal ─ onde estão as maiores reservas de petróleo conhecidas no país ─ e de outras áreas consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão multiministerial de assessoramento da Presidência da República.

- Continua após a publicidade -

A oferta permanente pôs em disputa até 13 blocos, mas as empresas manifestaram interesse em participar da concorrência de apenas sete deles , nas bacias de Santos e Campos, no litoral do Sudeste. Estão no radar:

Bacia de Santos: blocos Esmeralda e Ametista; Bacia de Campos: blocos Citrino, Itaimbezinho, Ônix, Larimar e Jaspe.

Conteúdo em Alta

IPCA-15: veja o que mais pesou no bolso...
Óleo diesel cai pela 4ª vez e acumula...
Câmara aprova PEC do fim da 6×1 e...
IIF: zona do euro deve crescer pouco e...
GNV chega a R$ 3,99 no Espírito Santo;...
Detran-ES abre leilão com mais de 770 veículos;...
Até 2050, Petrobras manterá posição de fornecer 31%...
Petróleo recua e WTI fecha abaixo de US$...
Petrobras registra US$ 6,25 bi e lidera ranking...
Guerras, elevação do preço do petróleo e transição...

Conforme determina a legislação (Lei 12.351/2010 e Decreto Federal 9.041/2017), a estatal Petrobras já manifestou o direito de preferência para ser operadora de 40% do bloco de Jaspe.

Entre as empresas habilitadas estão três nacionais e 12 multinacionais de origem estrangeira:

- Continua após a publicidade -

– Brasileiras: Petrobras, Prio e Brava Energia (ainda com o nome 3R Petroleum) 

– Estrangeiras: BP (Reino Unido), Chevron (EUA), Ecopetrol (Colômbia), Equinor (Noruega), Karoon (Austrália), Petrogal (Portugal), Petronas (Malásia), Qatarenergy (Catar), Shell (Anglo-holandesa), Total Energies (França) e as chinesas Sinopec e CNOOC.

Para participar, além de apresentar declaração de interesse, as empresas apresentam garantias à ANP de que são capazes de assumir os empreendimentos.

No modelo de partilha, a empresa ou consórcio vencedor do leilão paga um valor fixo de bônus de assinatura. Então, não é esse bônus que determina o vencedor do leilão, e, sim, a parcela de excedente de produção que o agente oferece à União. Cada bloco tem um percentual mínimo exigido.

- Continua após a publicidade -

Esse excedente que deve ser compartilhado com a União pode ser entendido como o lucro da produção após o pagamento dos custos.

Além disso, o Estado recebe tributos, royalties e participação especial (no caso de campos de grande produção).

No regime de partilha, os interesses da União são representados pela estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). É a PPSA quem leiloa o óleo entregue pelas petroleiras à União.

No último leilão da PPSA, em junho de 2025, foram vendidos 74,5 milhões de barris de petróleo, o que significa arrecadação de cerca de R$ 28 bilhões para os cofres públicos.

Já nos contratos sob o regime de concessão, utilizado em outras áreas exploratórias, o vencedor é a empresa ou consórcio que paga o maior valor, em bônus de assinatura, pelo direito de explorar petróleo.

Oferta Permanente

A Oferta Permanente, seja no modelo partilha ou concessão, é a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil. A ANP explica que, diferentemente das rodadas tradicionais, esse sistema permite a oferta contínua de blocos exploratórios.

Dessa forma, ao longo do tempo, as empresas têm liberdade para estudar os dados técnicos das áreas e apresentar ofertas no momento que considerarem mais adequado, sem depender de prazos rígidos ou ciclos específicos de licitações.

“Essa flexibilidade tem tornado a Oferta Permanente um instrumento essencial para fomentar a competitividade e atratividade do setor no Brasil”, defende a ANP.

Transição energética

Apesar de o petróleo ser um combustível fóssil, que emite gases do efeito estufa, causador do aquecimento global, a ANP aponta que as OPPs “integram o processo de diversificação energética para uma economia de baixo carbono”.

A agência reguladora ligada ao MME apresenta três pontos nesse sentido:

– Produção no pré-sal tem menor pegada de carbono em relação à média mundial; 

– Contratos preveem medidas para reduzir a intensidade de carbono nas atividades de exploração e produção; 

– Cláusula dos contratos determina investimentos obrigatórios em pesquisa, desenvolvimento e inovação, sendo que, atualmente, grande parte é aplicada em projetos relacionados à transição energética.

Margem Equatorial

O leilão no pré-sal acontece dois dias depois de a Petrobras receber a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar perfuração na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, região ao norte do país apontada como novo pré-sal, devido ao seu potencial petrolífero.

O bloco FZA-M-059 tinha sido originalmente arrematado pela britânica BP, em 2013.

Em junho deste ano, a ANP realizou o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), no qual foram arrematados 34 blocos, sendo 19 na Foz do Amazonas, uma das áreas da Margem Equatorial.

(Com informações da agência de notícias, por Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil)

Leia Mais

Atividade da construção sobe pelo 3º mês seguido,...
Mesmo com guerra, margem do diesel sobe 124%,...
Sua empresa está pronta? Nova NR-1 muda regras...
Estoques de petróleo dos EUA caem 7,8 milhões...
ES Gás investe R$ 16 milhões em Vila...
Leilão de imóveis em Vila Velha arrecada R$...
Lula defende plano justo para reduzir dependência dos...
Dólar sobe com petróleo fraco e apetite por...
Petróleo: ES projeta R$ 38,4 bi em investimentos...
O protagonismo dos portos do ES

Receba notícias exclusivas no seu WhatsApp

Contéudos especiais no seu email. Receba hoje!

- Continua após a publicidade -
- Publicidade -

EDIÇÃO DIGITAL

Edição 233

RÁDIO ES BRASIL

Continua após publicidade

Política e ECONOMIA

Matérias relacionadas

- Continua após a publicidade -