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sábado, 16 outubro, 2021

Dólar fica abaixo de R$5 e preocupa exportadores

Nesta terça-feira (22), o dólar ficou abaixo dos R$ 5 e fechou o dia a R$4,96. É a primeira vez em mais de um ano que fica abaixo do patamar de R$5

por Samantha Dias 

O dólar não fechava abaixo de R$ 5 desde 10 de junho de 2020 (quando chegou a R$ 4,9334). Na segunda-feira (21), o dólar fechou a R$ 5,02. A movimentação do dólar é uma reação dos investidores à notícia de que o Comitê de Política Monetária (Copom) subiu a taxa de juros básicos da economia (Selic) para 4,25% ao ano, com possibilidade de novo aumento na próxima reunião.

Só em junho, o dólar já acumula perdas de 4,95% frente ao real. No ano, a queda é um pouco menor, de 4,29%.

O economista Vaner Corrêa explicou que o mercado da moeda é muito volátil e apresentou alguns fatores que ajudam a entender o caminho da moeda americana desde o ano passado: “No início do ano passado, mesmo antes da pandemia chegar ao Brasil, já existia expectativa no mundo que a economia ia parar, que a pandemia tiraria energia da economia. O dólar, moeda forte, começou a ser muito procurado. Pela lei da oferta e procura, quando há muita procura, o preço sobe foi o que aconteceu, a cotação do dólar em relação ao real disparou”, disse.

A queda na cotação do dólar que começa a ser verificada ajuda alguns setores e atrapalha outros, de acordo com o economista. “O dólar mais barato ajuda quem precisa importar, por outro lado, não é tão bom para quem vende para outros países. Os vendedores de commodities para China, Oriente Médio, por exemplo, estavam se dando bem com o dólar acima dos R$5, mas nós estávamos pagando mais caro na importação de matéria-prima para o setor agrícola, o farmacêutico, entre outros, que a gente precisa comprar”.

Na avaliação de Corrêa, a tendência é que o dólar continue caindo. “O mercado voltou a se aquecer, a crise está passando e começa a ter menos procura por dólar. Além disso, a previsão é de aumento da Selic e as pessoas começam novamente a aplicar os recursos, sobrando menos dinheiro para procurar por dólar”.

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